Wagner Rossi destaca apoio de Dilma e diz que ainda não escolheu o substituto de Ortolan

Fonte: AGÊNCIA ESTADO, COM CANAL RURAL

Em conversa com jornalistas para esclarecer denúncias, ministro da Agricultura defendeu também as nomeações políticas

Venilson FerreiraAtualizada às 21h02min

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse em conversa com jornalistas nesta segunda, dia 8, para rebater as denúncias publicadas na imprensa no final de semana, que tem o apoio da presidente Dilma Rousseff.

– A presidente Dilma tem mandado todos os motivos para que eu me sinta firme e confortável e o meu trabalho está sendo avaliado adequadamente. Aqui, aquilo que tiver de errado nós vamos cortar e vamos mudar. Eu acho que mereço algum crédito por isso – disse.

O ministro falou que todos os servidores citados na reportagem serão ouvidos "com garantia de ampla defesa e o contraditório". Ele disse que se houver comprovação das irregularidades, o processo será encaminhado ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União.
– Toda a vez que houver uma acusação ao ministério da Agricultura, Conab, eu virei responder. Vou investigar com toda a força da lei qualquer ato que for feito por funcioários ou terceiros envolvidos com op nosso ministério – garantiu o ministro.

Na linha de defesa contra as denúncias, o ministro citou funcionários que seriam os responsáveis pelas informações repassadas à imprensa. Um dos citados pelo ministro é Raimundo Nonato de Oliveira Santos, ex-procurador da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que teria advogado contra a própria companhia num processo movido pela Sociedade Produtora de Alimentos Manhuaçu (Span).
Técnicos da Controladoria Geral da União já começaram a recolher computadores no Ministério da Agricultura para ter acesso a documentos que possam conter indícios de irregularidades.
O ministro ressaltou que ainda não escolheu o substituto de Milton Ortolan, o qual pediu demissão do cargo de secretário executivo da Pasta no último sábado, dia 6, após denúncias da revista Veja sobre o seu envolvimento com o lobista Júlio Fróes. Rossi afirmou que tentou convencer Ortolan a apenas se licenciar durante o período de investigação das denúncias, mas o ex-secretário "se sentiu insultado pelo tipo de situação e pediu demissão em caráter irrevogável".

Durante a conversa com jornalistas, Rossi defendeu as nomeações políticas feitas para cargos de livre provimento.

– O requisito é competência. Parente não credencia nem descredencia – disse. Rossi assegurou que não tem parentes no governo, "mas considera a contratação legítima".

O ministro atribui as críticas às nomeações políticas à "mentalidade corporativa contras as pessoas de fora". Questionado se estaria sendo alvo de uma disputa política que atinge o PMDB, o ministro afirmou que não é homem de teorias conspiratórias. Ele prefere atribuir a série de denúncias a ex-funcionários inescrupulosos e disputa entre grupos no Ministério da Agricultura. Ele afirmou que não controla tudo, "mas vai responsabilizar os subordinados até o último grau".

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