Votação do Código Florestal na Câmara pode ficar para a semana que vem, afirmam governistas

Mudança na liderança governista da Câmara pode provocar novo adiamento de votação do texto final nesta quarta

Brizza Cavalcante/Agência Câmara

Foto: Brizza Cavalcante/Agência Câmara

Nome do petista Arlindo Chinaglia como novo líder governista na Câmara foi anunciado nesta terça

O anúncio da mudança do líder do governo na Câmara provocou o adiamento da votação de projetos prioritários para o governo, como o novo Código Florestal e a Lei Geral da Copa, que estavam previstos para ocorrer esta semana.
Marcada para o início da tarde, a reunião de líderes da Casa, que definiria a pauta de votação, foi cancelada pelo presidente Marco Maia (PT-RS) por causa da ausência do líder do governo após asaída do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) do posto. No fim da terde desta terça, a Presidência da República anunciou o nome do petista Arlindo Chinaglia como novo líder governista na Câmara.
O deputado petista Jilmar Tatto (SP) declarou que o mais provável será adiar as votações previstas para esta semana.
– Pode, eventualmente, ter uma reunião de líderes amanhã ou ele [Marco Maia] decidir a pauta de votações. Mas, a princípio, [a votação] pode ficar para a semana que vem – disse o petista.
Já o líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), responsabilizou o Executivo pela demora no votação do Código Florestal e da Lei Geral da Copa.
– É claro que o fato de que essa semana não podermos entregar ao Brasil a Lei Geral da Copa e Código Florestal é a comprovação da absoluta incompetência do governo na articulação com a sua base aliada. Uma base que está em crise com o governo por absoluta incompetência do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional – declarou.
Relator do novo Código Florestal, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG), também atribuiu ao clima conturbado na Casa o novo adiamento da votação da proposta.
– O meu relatório está absolutamente pronto. Se for preciso ler hoje no plenário, está pronto. Os deputados poderão fazer os destaques que acharem necessários. Agora, esse imbróglio político hoje realmente é a razão pela qual o código poderá não ser votado – lamentou.
Para tentar conter o racha na sua base de sustentação no Congresso, a presidente Dilma decidiu mudar seu líder também no Senado. No lugar de Romero Jucá (PMDB-RR), entra o senador Eduardo Braga (PMDB-AM).

Fonte: Ruralbr | AGÊNCIA BRASIL

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