Volume de café embarcado se recupera; faturamento cai

O Brasil retomou no ano passado o patamar de exportação superior a 30 milhões de sacas de café (grão verde e industrializado) depois de ter embarcado 28,3 milhões de sacas do produto em 2012. Foram exportadas 31,2 milhões de sacas em 2013, crescimento de 10,2% sobre 2012, de acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé).

Em contrapartida, a receita gerada com as vendas externas em 2013 recuou 19,1%, para US$ 5,150 bilhões, reflexo das cotações mais baixas. O preço médio do produto exportado foi de US$ 164,95 por saca, queda de 26,6% ante 2012.

No ano passado, a participação do café nas exportações totais do país, considerando a receita, foi de 2,1% e, no agronegócio, a fatia foi de 5,5%, de acordo com o CeCafé.

Além da recuperação do volume exportado – em 2012, os cafeicultores brasileiros enfrentaram dificuldades devido às chuvas que atingiram a colheita e à redução da demanda em alguns mercados -, o diretor-geral do CeCafé, Guilherme Braga, afirmou, em comunicado, que outro ponto a ser destacado é o crescente volume de cafés diferenciados exportados pelo Brasil em 2013, "em função do aumento na demanda por cafés de qualidade e sustentáveis".

Os cafés diferenciados, que incluem grãos especiais, certificados e orgânicos, totalizaram 5,062 milhões de sacas embarcadas em 2013, 5% a mais que em 2012. As exportações de arábicas diferenciados cresceram 5,6% em relação ao ano anterior, segundo o CeCafé.

Braga estima que as exportações de café em 2014 devem ficar entre 32 milhões e 33 milhões de sacas, o que representaria um aumento de 5% em relação a 2013.

Em 2013, o café arábica respondeu por 85% das vendas externas do país, enquanto o solúvel por 10,7%, o robusta por 4,2% e o torrado e moído por apenas 0,1% das exportações, segundo o levantamento do CeCafé.

Enquanto as vendas externas de café solúvel aumentaram apenas 0,7% em 2013 frente ao ano anterior e totalizaram 3,35 milhões de sacas, as exportações de torrado e moído recuaram 26,3%, para 28,6 mil sacas.

Os embarques desse tipo de café industrializado têm caído nos últimos dois anos por uma série de fatores, elenca Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic): grande competitividade dos concorrentes estrangeiros, os custos elevados de produção do café brasileiro tradicional em relação aos concorrentes e a perda de alguns clientes, como dos Estados Unidos, após a crise financeira de 2008. (CF)

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Fonte: Valor | Por De São Paulo

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