VIOLÊNCIA NO CAMPO – CNA: 30% dos produtores já foram vítimas de furto ou roubo

Entidade está fazendo levantamentos períodos para ajudar a fomentar políticas e iniciativas focadas na segurança das áreas rurais

Estudo conduzido pelo Observatório da Criminalidade no Campo, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), aponta que 30% dos produtores rurais já foram vítimas de furto ou roubo na propriedade.

A pesquisa foi realizada com 141 agricultores ou pecuaristas, entre eles Lucimar Pires. “Eles chegaram como uma picape. “Foram levadas celas, freio, muito material de cavalo. Foi prejuízo de mais de R$ 10 mil”, conta.

Já o produtor Leonardo Ferreira conta que anos atrás roubaram o encanamento do sistema de irrigação. “O mais recente foi só o assalto do carro, que me renderam a mão armada quando estava chegando na casa”, relembra.

Segundo a CNA, desde a criação do observatório, está sendo realizado um levantamento periódico com registro dos casos de criminalidade no campo, para obter um banco de dados e fomentar a criação de forças de seguranças especializadas para a área rural.

  • “Quando fizemos o nosso primeiro relatório na região Sul, os casos de abigeato (furto de gado) eram destaque. No Centro-Oeste é muito roubo de equipamento, maquinário e agrotóxico”, detalha o coordenador administrativo do Instituto CNA, Carlos Frederico Ribeiro.

    Ações contra o crime

    Um projeto da Polícia Militar do Distrito Federal reduziu o número de crimes na região em 20%, quando comparado a 2018. Cerca de 450 produtores rurais foram cadastrados em sistema, conectados a telefone direto do batalhão.

    Além disso, as fazendas receberam placas com código digital, que contém coordenadas geográficas que facilitam a localização.  “Antes, o endereçamento era um problema. O produtor chamava a PM e ele mesmo não sabia identificar onde estava a propriedade dele”, diz.

    Segundo a presidente do Conselho Rural, Alba Curcio, a população se sente mais segura com a polícia fazendo monitoramento frequente e tendo ajuda da tecnologia.

    Por Tiago Pegon, de Brasília

    Fonte : Canal Rural

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