VINDIMA | De Farroupilha para Minas Gerais

Com uma semana de atraso em relação ao ano passado, os Broilo deram a largada na colheita no interior de Farroupilha. Até o final de fevereiro, a família e os empregados passarão quase o dia inteiro nos 25 hectares de parreirais, das 7h às 20h, com intervalo para o almoço. A expectativa é de que, no final, pai, mãe, filho e mais nove ajudantes retirem das parreiras 450 toneladas de uva.
Pai e filho divergem quanto a prejuízos. Wilson Broilo, 71 anos, avalia que os parreiras poderiam render 50 toneladas a mais. Adriano, 39 anos, crê que, em razão dos tratamentos após a chuvarada, não houve perda. Na manhã em que a reportagem visitou a propriedade, enquanto todos coletavam cachos, a matriarca Ivani Broilo, 68 anos, preparava o almoço para o batalhão. A produção da família não fica no Rio Grande do Sul. Vai para uma vinícola de Minas Gerais, que envia caminhões à região para buscar a safra.
A concentração de açúcar na uva colhida até o momento não é das melhores. A família poderia esperar para retirar a fruta mais tarde, o que elevaria o grau de açúcar. O problema é que não podem esperar pela graduação ideal porque o produto enfrenta uma longa viagem até o sul de Minas, o que deixaria a uva madura demais. Para os Broilo, o que importa mesmo é o volume de produção.
– Para nós, é melhor quantidade porque não vendemos por grau (de concentração de açúcar). Nós vendemos por quilo. Mas cuidamos da qualidade também. Caso contrário, os compradores não vão mais querer – salienta o filho.

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Fonte: Zero Hora

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