Vigor projeta margens melhores

Depois de iniciar 2013 com margens espremidas devido ao crescimento das despesas com marketing e de custos de frete e armazenagem, a Vigor Alimentos, empresa de lácteos controlada pela J&F – holding que também controla a JBS -, recuperou seu nível de margem Ebitda ao longo do ano e prevê atingir margens próximas de "dois dígitos" até o fim de 2015, afirmou ontem o CEO da companhia, Gilberto Xandó.

"Acreditamos que uma empresa de consumo no mercado brasileiro tem que trabalhar com margem perto de dois dígitos. Estamos no caminho, mas não sei se é 10%, 12%, 13%", disse ele em evento em São Paulo. No primeiro trimestre, a margem Ebitda da empresa foi de 3,9%, ante 7,6% em igual período de 2012. Mas, ao longo do ano, o percentual chegou a 6,1%. "A tendência é que isso aumente nos próximos meses".

Segundo Xandó, a empresa sofreu no início do ano com a saturação da capacidade de sua principal unidade, que fica na capital paulista. "Tivemos que ampliar a fábrica de São Paulo", lembrou. Para isso, no entanto, a Vigor precisava deslocar o centro de distribuição que ficava anexo à fábrica. Foi o que ocorreu em maio, com a inauguração do novo centro de distribuição, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Até a inauguração, porém, a Vigor sacrificou seu "nível de serviço" e perdeu margem durante sete meses, utilizando cinco centros de distribuição diferentes.

Além da esperada margem de dois dígitos, 2015 também é o ano em que a Vigor pretende que seu endividamento caia para "níveis razoáveis", segundo Xandó. No fim do terceiro trimestre, o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) da companhia atingiu elevados 3,85 vezes, puxado pela aquisição de 50% do laticínio mineiro Itambé, por R$ 410 milhões. Segundo Xandó, o índice de alavancagem da Vigor deve ficar entre 2,5 vezes e 3 vezes em 2015. "Em termos de alavancagem, vai equacionar nos próximos dois anos", afirmou ele.

Ainda sobre a Itambé, Xandó confirmou os aportes para reposicionar sua marca, elevando a participação dos produtos refrigerados – iogurtes, entre outros -, que têm melhor margem. Atualmente, mais de 60% do faturamento da Itambé é proveniente de produtos como leite em pó, leite condensado e creme de leite – categorias de margens menores.

"O projeto que foi aprovado é para aumentar em 70% a capacidade das principais linhas de refrigerados". Nos últimos anos a Itambé vinha investindo pouco devido ao elevado endividamento, questão resolvida com o aporte feito pela Vigor. A fábrica da Itambé que receberá os aportes fica em Pará de Minas (MG).

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Fonte: Valor | Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo

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