Veto russo impacta exportação de suínos

Fonte: Correio do Povo

Rio Grande do Sul teve queda de 38,1% no volume embarcado em julho

Expectativa do setor é que embargo seja revisto ainda nesta semana
Crédito: Beto Hachmann / cp memória

O gosto amargo do embargo russo aos frigoríficos brasileiros custou a impactar as contas da indústria suinícola, mas chegou. As exportações de carne suína brasileira registraram queda de 17,52% em volume e 13,28% em receita no mês de julho em relação ao mesmo período de 2010. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), o país embarcou 36.104 toneladas no mês passado, o que representou 93,85 milhões de dólares. Os números são reflexo direto do embargo imposto pela Rússia, principal mercado comprador de cortes suínos, e só foram sentidos agora, dois meses depois, porque o setor conseguiu antecipar as vendas. O veto a 85 plantas de suínos, gado e aves do Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Paraná foi anunciado em 2 de junho, mas iniciou-se no dia 15.
Um dos estados mais prejudicados, o Rio Grande do Sul viu o volume embarcado despencar 38,1% e a receita cair 37,1% em julho (9.673 t e 25,630 milhões de dólares). No ranking de julho, livre do embargo, Santa Catarina assumiu a dianteira com 13.993 t exportadas e 37,549 milhões de dólares de receita.
Segundo o presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto, há esperança de que a situação se reverta ainda esta semana. "É uma confusão burocrática, que é fácil de se resolver", avalia. No entanto, uma névoa de dúvidas paira sob o Ministério da Agricultura, que aguarda retorno sobre a carta enviada na semana passada, em que o pedido de suspensão do embargo é reiterado. Agora, a ordem é buscar novos mercados. "A curto prazo ainda dependemos da Rússia", pontuou Camargo Neto. Cálculos indicam que o Brasil pode deixar de exportar 10 mil t ao mês enquanto o imbróglio não se resolver.

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