VENENO DO CAMPO À CIDADE | Projetos buscam identificação clara

Enquanto os supermercados sofrem pressão para rastrear hortigranjeiros, projetos de lei na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados tentam forçar que varejo e indústria identifiquem de forma clara quais alimentos in natura e processados foram produzidos com agrotóxicos.
No Estado, a iniciativa é da deputada estadual Marisa Formolo (PT). Em Brasília, a proposta é do deputado Sarney Filho (PV-MA), que quer obrigar as indústrias de alimentos a colocarem nos rótulos informações sobre agrotóxicos e medicamentos utilizados em alimentos de origem animal e vegetal colocados à venda. O texto foi aprovado em julho pela Comissão de Defesa do Consumidor e agora está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça.
Para Marisa, a ideia é inverter o ônus da identificação.
– Hoje, os alimentos que mais colocam a saúde em risco não têm qualquer identificação. E quem produz de forma orgânica é obrigado a provar isso – observa Marisa.
Para o promotor Alcindo Bastos, embora deva ser melhor discutida a forma de implantação, há méritos em iniciativas que ampliam o nível de informação ao consumidor para que a escolha de compra ocorra conforme suas convicções.
Na edição de domingo, Zero Hora revelou que a internet tem se tornado um canal para a comercialização ilegal de agrotóxicos, inclusive de produtos proibidos no Rio Grande do Sul.
As irregularidades também envolvem a venda por empresas sem autorização de comercializar defensivos agrícolas e remessas realizadas pelo correio.

Fonte: Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *