Vendedores têm dificuldades para conseguir o produto

A colheita e venda do pinhão também é uma atividade tradicional em Fontoura Xavier, no Alto da Serra do Botucaraí. À beira da BR-386 estão instaladas 17 Tendas do Pinhão, cabanas que vendem, além da semente, artesanato e produtos coloniais. “Nessa época, de abril a agosto, costuma melhorar muito nossas vendas, pois as pessoas param para comprar pinhão e já aproveitam e levam outras mercadorias”, afirma Maria Izabel Battisti, presidente da Associação dos Tendeiros de Fontoura Xavier.

No entanto,os comerciantes estão com dificuldade de conseguir o produto para oferecer aos clientes. “Ano passado cada tendeiro vendeu de 2 mil a 3 mil quilos. Agora, talvez não consiga nem 500 quilos por tenda”, afirma Maria Izabel. “Pinheiros que produziam 30 quilos agora não tem conseguem um ou dois quilos, às vezes nem isso”, lamenta.

Mesmo com redução de vendas gerais nas tendas devido ao tráfego menor nas estradas, causado pelas medidas para restringir o coronavírus (Covid-19), a escassez do produto tem pressionado o valor cobrado pelo pinhão, que já alcança de R$ 10,00 a R$ 12,00 o quilo. “Sabemos que está caro, mas está difícil conseguir, e somos forçados a repassar o custo maior para os clientes”, explica a comerciante.

Fonte:  Jornal do Comércio