Vendas domésticas de fertilizantes aumentaram 11% no 1º bimestre

As entregas de fertilizantes ao consumidor final no país, que já tinham apresentado sinais de reação em janeiro, continuaram a aumentar em fevereiro. Levantamento divulgado ontem pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) indicou que as vendas totalizaram 2,2 milhões de toneladas no mês passado, 18,2% mais que em fevereiro de 2015. Em janeiro, o avanço em relação ao mesmo mês do ano passado havia sido de 4%. No primeiro bimestre, portanto, o incremento foi de 10,8%, para 4,3 milhões de toneladas.

O destaque de fevereiro ficou por conta dos fertilizantes nitrogenados, cujas vendas cresceram 15,4%, para 788 mil toneladas, devido ao aumento da demanda para milho safrinha e café. Em seguida vieram os fertilizantes potássicos, com alta de 14,2%, para 532 mil toneladas. Já as vendas de fosfatados se mantiveram praticamente estáveis, em 446 mil toneladas. O Estado de Mato Grosso respondeu pelo maior volume de entregas no bimestre, com 896 mil toneladas, seguido por Paraná (598 mil) e Minas (575 mil).

Apesar do aumento das vendas, a produção nacional de fertilizantes intermediários caiu 0,4% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2015, para 705,9 mil toneladas. No primeiro bimestre, a queda foi de 8,6%, para 1,4 milhão de toneladas. A baixa decorre sobretudo de paradas programadas das indústrias para manutenção. Já as importações de fertilizantes intermediários cresceram 8,7% em fevereiro, para 1,3 milhão de toneladas, e 15% no bimestre, para 3 milhões de toneladas. E as exportações, finalmente, diminuíram 60,1% no mês passado e 41% no primeiro bimestre, para 15,5 mil e 52,9 mil toneladas, respectivamente.

O cenário para a comercialização de fertilizantes este ano no país é mais positivo que em 2015, quando a disparada do dólar desestimulou as aquisições do insumo, que tem seus preços referenciados em dólar em razão do grande peso das importações. A consultoria GO Associados estima que as vendas domésticas crescerão 3%, para 31,1 milhões de toneladas.

Por Mariana Caetano | De São Paulo

Fonte : Valor

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