Vendas de máquinas agrícolas crescem no primeiro bimestre

Luis Ushirobira/Valor / Luis Ushirobira/Valor
Rego, da Anfavea: estimativa é de aumento de 4% a 5% nas vendas neste ano

Os juros menores do Programa de Sustentação do Investimento (PSI, do BNDES) já ajudaram a impulsionar as vendas de máquinas agrícolas no início do ano.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que representa as principais indústrias do segmento, depois de bater recorde para meses de janeiro, em fevereiro a comercialização interna no atacado totalizou 6,2 mil unidades, 15% mais que no mês anterior e 26,9% acima de 2012. No acumulado do ano, as vendas internas saltaram 24,7% em relação ao primeiro bimestre de 2012, para 11,6 mil unidades.

O crescimento segue a tendência iniciada nos últimos meses do ano passado, quando as vendas ganharam fôlego com a redução dos juros do PSI de 5,5% para 2,5% até dezembro. A taxa foi redefinida para 3% na primeira metade de 2013 e para 3,5% no segundo semestre. Além disso, Milton Rego, diretor da Anfavea, afirma que o cenário geral é positivo para as grandes culturas, como soja e milho, com boa rentabilidade ao produtor, apesar dos relatos de seca na região conhecida como "Mapitoba", que abrange parte de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. "É o momento em que os produtores rurais estão investindo", afirmou.

Nos últimos 12 meses, o crescimento registrado no mercado interno ficou entre 5% e 10%, dentro da expectativa da Anfavea, de acordo com Rego. A entidade estima que o segmento apresentará expansão nas vendas internas de 4% a 5% neste ano na comparação com 2012. Nesse contexto, a produção de máquinas agrícolas registrou leve queda de 1,1% nos primeiros dois meses deste ano ante igual intervalo do passado, para 13,5 mil unidades.

Já as exportações do segmento continuam a apresentar resultado "pífio". Em volume, os embarques no primeiro bimestre do ano somaram 1,806 mil unidades, recuo de 38,1% sobre o mesmo período de 2012. Em fevereiro, as vendas externas foram de 989 unidades, aumento de 21,1% sobre janeiro e queda de 29,1% ante o mesmo mês do ano passado. Em valor, as exportações recuaram 21,3% neste primeiro bimestre, para US$ 455,9 milhões.

Além dos problemas recorrentes com a Argentina, as vendas também não crescem para outros mercados, segundo Rego. Na sua avaliação, os problemas com os argentinos não estão concentrados nas autorizações prévias para entrada dos produtos brasileiros no país vizinho (importação juramentada), mas sim no crescimento significativo do mercado interno. "Estamos perdendo mercado para a indústria argentina", declarou.

Rego lembrou que o Brasil e a Argentina estão discutindo um acordo sobre o setor automotivo, que previa "teoricamente" mercado livre para tratores e colheitadeiras brasileiros. Na última reunião, realizada na segunda-feira passada, não houve avanços.

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Fonte: Valor | Por Carine Ferreira | De São Paulo

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