Vendas de máquinas agrícolas caíram 25% de janeiro a junho

 

Mês após mês, 2015 confirma que não deixará saudades nos cada vez menos populosos corredores das fábricas de tratores e colheitadeiras instaladas no país. E, apesar de uma relativa reação da comercialização em junho, as incertezas que cercam a economia no país e em importantes destinos das vendas das montadoras no exterior, o mercado permaneceu fraco e, com isso, as vendas domésticas, as exportações e a produção nacional desses equipamentos encerraram o primeiro semestre com quedas expressivas na comparação com igual intervalo de 2014. De acordo com dados divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas domésticas de máquinas agrícolas alcançaram 4.429 unidades em junho, 6,29% mais que em maio, mas 24,8% menos que em junho de 2014. Ainda prejudicadas pela pífia demanda argentina, as exportações ficaram em 1.101 unidades, 16,9% mais que no mês anterior – o grande destaque positivo do mês -, mas 9% menos que em junho do ano passado. Assim, a produção nacional se limitou a 3.698 unidades, com retrações de 36,4% em relação a maio e de 36,6% na comparação com junho de 2014. Dessa forma, o primeiro semestre recém-terminado foi um dos piores do passado recente para essa indústria. As vendas domésticas acumuladas somaram 24.706 unidades, 25,1% menos que de janeiro a junho do ano passado, as exportações atingiram 5.353 unidades, em baixa de 18,4% e, nesse contexto, a produção nacional diminuiu 34,4%, para 30.544 unidades, 24,4% menos que de janeiro a junho do ano passado. Ana Helena Correa de Andrade, vice-presidente da Anfavea responsável pelo segmento de máquinas agrícolas, reforçou que as perspectivas são melhores para este segundo semestre, ainda que apenas o suficiente para reduzir os percentuais de baixa até agora registrados. Esse menor pessimismo está relacionado à definição dos planos de safra do governo para as agriculturas empresarial e familiar na temporada 2015/16, que vieram com mais recursos para crédito rural e taxas de juros que, mesmo superiores às do ciclo passado para a maior parte das linhas, continuam bem menores que as praticadas no mercado.

Fonte: Valor Por Fernando Lopes | De São Paulo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *