Vanguarda planeja aporte de até R$ 600 milhões

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Arlindo Moura: boas perspectivas para a produtividade das lavouras em 2013/14

A Vanguarda Agro, uma das maiores produtoras de grãos e fibras do país, pretende aumentar em 100 mil hectares sua área plantada em 2014. Durante encontro com jornalistas ontem em São Paulo, antes de reunião com analistas, Arlindo Moura, presidente da companhia, afirmou que o plano envolve investimentos de R$ 500 milhões a R$ 600 milhões, que contemplam a aquisição de terras, de maquinários e correção do solo.

Segundo Moura, a empresa está prospectando áreas no Maranhão e no Pará. "Desistimos no Tocantins, porque são áreas pequenas e com excesso de areia. Mas áreas de pastagens abertas há dez, 15 anos no Pará, na região de Redenção, são interessantes. Ali é possivelmente a próxima e última fronteira agrícola. A altitude não é interessante para o plantio de algodão, mas para soja e milho é perfeito – e o nível de chuvas permite fazer duas safras". Tanto no Pará como no Maranhão, o corredor de escoamento seria o porto de São Luis.

A Vanguarda deve obter os recursos para o projeto por meio de aumento de capital ou com a criação de uma empresa de terras (nos moldes da Land Co., da SLC Agrícola), com a participação de um sócio. "Estamos em conversações com empresas de capital estrangeiro. Fomos procurados por uma trading, mas estamos buscando empresas da Ásia, embora nada impeça que possa entrar uma empresa de outra região", adiantou Moura. Conforme o executivo, não haveria desembolso por parte da Vanguarda, já que a empresa entraria com duas fazendas como contrapartida na sociedade.

O presidente da Vanguarda Agro disse também que não há interesse imediato em ingressar no ramo de logística. "Há convites e estamos sendo muito questionados. Mas temos que ter uma musculatura maior para isso".

Ele frisou, entretanto, que os entraves logísticos seguem como um importante gargalo. "Felizmente, o corredor por Miritituba, no Pará, vai diminuir a viagem de caminhão em mil quilômetros, comparado com a vinda de Mato Grosso para Paranaguá e Santos, e diminuir 4 mil quilômetros por navio. Faltam só 200 quilômetros de asfalto até Miritituba. A boa notícia é que Bunge e AMaggi, em sociedade, farão esse transporte de Miritituba até Santarém em barcaças, que devem estar em funcionamento em maio ou junho do ano que vem".

Miritituba é o primeiro corredor de exportação que liga, em linha reta, o Centro-Oeste até o Amazonas, cortando a BR-163 sentido norte até a Hidrovia do Tapajós. A expectativa é que 3 milhões de toneladas de grãos sejam movimentadas nesse corredor.

Arlindo Moura afirmou, ainda, que está otimista em relação à colheita desta safra 2013/14 de grãos da empresa, que ainda está em fase de plantio. "Visitei recentemente nossas fazendas e voltei entusiasmado. Diferente de outros anos, conseguimos fazer o plantio na melhor janela, até 7 de novembro. Em anos anteriores, fomos até 7 de dezembro. Esse é o princípio número um para a alta produtividade, por isso talvez até superemos nossa previsão inicial de 52,13 sacas por hectare de soja", afirmou o executivo.

Nesta temporada a Vanguarda está plantando cerca de 290 mil hectares – sendo 182 mil hectares de soja, 42 mil de milho, 39 mil de algodão, 15 mil de sorgo e 12 mil de girassol.

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Fonte: Valor | Por Mariana Caetano | De São Paulo

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