Valor da produção em MT chega a R$ 33,9 bi

A recente escalada nas cotações internacionais da soja e do milho engrossou ainda mais o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária de Mato Grosso esperado para este ano.

De acordo com o novo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o VBP do Estado deve atingir R$ 33,9 bilhões em 2012, um crescimento de 7,8% em relação à estimativa anterior, divulgada em maio, de R$ 31,5 bilhões. A nova projeção representa ainda um crescimento de 19,5% em relação aos R$ 28,4 bilhões de 2011.

O VBP da agropecuária representa a riqueza gerada dentro da propriedade rural. O indicador é medido com base nos volumes produzidos de soja, milho, algodão, arroz, cana-de-açúcar, produtos florestais, bovinos, suínos, aves e leite, nos níveis de comercialização e nos preços de mercado dessas commodities.

De acordo com o Imea, o valor da produção estritamente agrícola deve somar R$ 25,6 bilhões em 2012, alta de 23,5% em relação aos R$ 20,7 bilhões apurados no ano passado. O faturamento da pecuária deve crescer em ritmo mais moderado (8,6%), passando de R$ 7,66 bilhões, em 2011, para R$ 8,32 bilhões neste ano.

A soja continua a ser, de longe, o carro-chefe da produção mato-grossense. A commodity deve proporcionar uma receita de R$ 15,2 bilhões aos produtores em 2012, o que significa um crescimento de 23,9% sobre os R$ 12,2 bilhões faturados no ano passado.

Mas o destaque de alta fica por conta do milho. A receita com a commodity deve crescer 101% em 2012, de R$ 2,2 bilhões para R$ 4,5 bilhões, o que colocou o grão como segunda cultura mais importante para o Estado, à frente do algodão. Segundo o Imea, esse aumento poderá ser ainda mais expressivo se os preços se mantiveram na casa dos R$ 21 por saca no segundo semestre, uma vez que 30% da última colheita ainda não foi comercializada.

O milho registrou uma forte valorização nas últimas semanas, impulsionado pela quebra da produção nos Estados Unidos. A saca de 60 quilos, que custava R$ 14,08 em junho, saltou para R$ 21,68 no mês passado – um aumento de 54%.

Além disso, a colheita do grão cresceu 103% em relação à safra anterior. Em comparação, a produção de carnes e cana-de-açúcar aumentou cerca de 10% cada e a de soja, 3,9%. Somadas ao algodão, essas culturas respondem por 91% do valor da produção agropecuária do Estado.

Segundo avaliação do Imea, o VBP deste ano poderia ter sido ainda maior se uma parcela mais expressiva da produção de soja fosse vendida na fase de alta mais acentuada dos preços. A cotação da soja saltou de R$ 37,24, em janeiro, para R$ 69,89, em julho, um expressivo aumento de 88%. "Apenas 14,1% da produção da oleaginosa (em torno de 181 milhões sacas), foi comercializada por preços astronômicos e superiores a R$ 52,50 a saca", observa o instituto em nota. A perspectiva do Imea é que o valor da produção de soja bata novo recorde na temporada 2012/13.

Em contrapartida, o algodão deve fechar 2012 com um desempenho negativo. O faturamento das lavouras deve recuar 6,4%, para R$ 4,31 bilhões. Com isso, a cultura, que sempre foi a segunda maior fonte de receita dos produtores, caiu para a terceira posição. Outro destaque negativo é o VBP do arroz, que deve cair 35,4% em 2012, de R$ 407 mil para R$ 262 mil.

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Fonte: Valor | Por Tarso Veloso | De São Paulo

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