Vale obtém licença para projeto de R$ 40 bilhões

Carajás S11D, no sul do Pará, foi modificado para reduzir impactos

ambientais na região. Investimento é o maior já realizado pela mineradora

Regiane de Oliveira

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, fez questão de apresentar pessoalmente à presidente Dilma Rousseff as modificações feitas no projeto de minério de ferro Carajás S11D, em Serra Sul (Pará), que garantiram a licença prévia, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). "A presidente ficou muito contente de ver a confiança que a Vale tem de investir no país", disse Ferreira em teleconferência.

O projeto de R$ 40 bilhões, que será construído em área de floresta Amazônica, no sul do estado, é o maior investimento de uma empresa privada no país e o maior da história da Vale. A mina terá capacidade de produzir 90 milhões de toneladas métricas anuais (Mtpa) de minério de ferro com teor médio de ferro de 66,48% e baixa concentração de impurezas. A entrada em operação está prevista para o segundo semestre de 2016. Mas a empresa ainda aguarda a licença de instalação, que pode ser liberada entre seis meses e um ano.

Segundo Ferreira, a maior modificação que a Vale teve de fazer no projeto foi mudar o local da unidade de processamento, que será construída em um terreno de pastagem, logo, já desmatado. Além disso, o transporte do minério será feito por esteiras de longa distância, diminuindo o impacto sobre a floresta. "Em relação ao Carajás atual teremos uma redução de 93% do consumo de água, redução de 80% na emissão de gases e redução de 77% no consumo de combustível, porque não vamos utilizar caminhões", diz.

A companhia vai sair de uma produção anual de 109 milhões de toneladas para 230 milhões de toneladas em 2017 em Carajás – que atingiu produção anual de 90 milhões de toneladas em 2007, 22 anos depois do início de operação.

A Vale ainda terá de concluir o complexo de infraestrutura logística, com a ferrovia e o terminal marítimo, que está recebendo investimentos de R$ 23,5 bilhões. "A nova estrutura logística será excelente também para os produtores de GRÃOS de Goiás, Maranhão e Tocantins", ressalta o executivo.

O projeto S11D de Carajás vai alavancar a produção total da Vale, que prevê chegar a 2017 com 460 milhões de toneladas, contra cerca de 310 milhões de toneladas produzidas atualmente. "Este minério antes de ser produzido já está vendido, não teremos problema em colocálo no mercado", garante José Carlos Martins, diretor executivo de ferrosos.

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Nova jazida terá redução de 80% na emissão de gases em relação às operações atuais de Carajás

Fonte: BRASIL ECONÔMICO

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