Vale confirma que projeto em Sergipe sairá do papel

Leo Pinheiro/Valor / Leo Pinheiro/Valor
"É o projeto mais avançado e que mais promete para o Brasil", afirmou o diretor-executivo de fertilizantes e carvão da Vale, Roger Downey, em evento em Minas

O diretor-executivo de fertilizantes e carvão da Vale, Roger Downey, disse ontem, em evento do setor de mineração em Belo Horizonte, que o projeto de produção de potássio de Carnalita, em Sergipe, deverá entrar em produção na sequência de Taquari-Vassouras, outro projeto da mineradora que está em operação no Estado há cerca de 30 anos.

Downey afirmou que a capacidade de Carnalita será de 1,2 milhão de toneladas por ano. "É o projeto mais avançado e que mais promete para o Brasil", disse ele. No mercado, a expectativa é que Carnalita entre em operação quando Taquari-Vassouras ingressar em fase de exaustão. Mas Downey nega, "Uma coisa não está ligada à outra", afirmou. "Mesmo porque, para iniciar Carnalita é preciso concluir os estudos de engenharia e, depois, se o projeto for submetido e aprovado pelo conselho de administração, ter um cronograma [de implantação do projeto]".

De acordo com o executivo, Carnalita encontra-se com mais da metade dos trabalhos de engenharia básica realizados. No mercado, há informações de que o investimento em Carnalita poderia chegar a US$ 1,8 bilhão, mas Downey não confirmou a informação.

Ele também disse que o projeto de potássio de Kronau, no Canadá, está em fase mais incipiente. Downey disse que Kronau continua no portfólio de projetos da Vale. Segundo ele, Kronau será focado em exportar potássio para o Brasil.

O diretor da Vale também afirmou que a mineradora trabalha na expansão do projeto de rocha fosfática de Bayovar, no Peru. A expansão vai acrescentar 1,9 milhão de toneladas por ano, o que elevará a produção anual de Bayovar para 5,8 milhões de toneladas de rocha fosfática. O executivo não precisou datas, mas disse que já há exportações de Bayovar para o Brasil, onde o produto é beneficiado.

No evento em Belo Horizonte, Downey, também disse que a intensidade do consumo de fertilizantes no Brasil ainda é baixa e que, dado o potencial agrícola do país, a capacidade de consumo poderia superar, inclusive, a dos Estados Unidos. "O Brasil poderia consumir três vezes e meia mais fertilizantes do que os Estados Unidos."

Ele afirmou que os fertilizantes são uma "alavanca para o crescimento econômico". E lembrou que o aumento do contingente populacional no mundo vai impulsionar a demanda por alimentos nas próximas décadas. O diretor observou que projeções indicam que a população global deverá atingir 10 bilhões de pessoas antes de 2050 e que esse crescimento será catapultado, por uma dieta mais rica em grãos e proteínas.

Nesse contexto, comentou Downey, o Brasil está em situação única. "O país só usa 13% da área [disponível] em agricultura. O potencial de expansão é enorme."

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Fonte: Valor | Por Francisco Góes | De Belo Horizonte

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