Vaivém – União Europeia avança em mercados de carne suína

A day-old piglet stands under a heating lamp at the Laurent Ulrich pig farm in Kleinfrankenheim, near Strasbourg, France, August 19, 2015. A price boycott by French meat processing firms against higher pork prices threatens to derail a government plan to support angry livestock farmers, who blockaded roads last month. REUTERS/Vincent Kessler ORG XMIT: VAK01

Suínos perto de Estrasburgo, na França

A União Europeia avançou nas exportações de carnes no ano passado. Os números mais recentes do bloco, e que vão de janeiro a novembro, indicam alta de 25% nas vendas externas de carne suína e de 17% na bovina.

No setor de carne suína, o bom desempenho da União Europeia (28 países) se deve ao apetite chinês. As exportações totais do bloco de janeiro a novembro atingiram 3,8 milhões de toneladas.

Desse volume, 45% foram importados pelos chineses. Se somadas as compras de Hong Kong –339,2 mil toneladas–, o volume sobe para 54% de toda carne suína exportada pela União Europeia.

As exportações dos europeus para a China e Hong Kong somaram 2,08 milhões de toneladas, o dobro do volume exportado pelos Estados Unidos, pelo Canadá e pelo Brasil para a mesma região.

Japão, Coreia do Sul e Filipinas também são bons fregueses do europeus quando se trata desse tipo de carne.

Entre os europeus, um dos destaques é a Espanha, cujas produção e exportação têm se destacado nos últimos anos.

BOVINA

As exportações de carne bovina da União Europeia, em carcaça equivalentes e incluindo animais vivos, atingiram 635 mil toneladas até novembro do ano passado.

A Turquia liderou as compras, adquirindo 62 mil toneladas. Hong Kong e Líbano vêm a seguir.

Já as importações de carne bovina pelos europeus somam 310 mil toneladas, das quais 72% saíram da América do Sul.

O Brasil liderou, com 131 mil toneladas, seguido de Uruguai e Argentina.

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Rebanho dos EUA cresce

Os americanos tinham um rebanho de 93,6 milhões de cabeças de gado neste início de ano, 2% mais do que em igual período do ano passado.

Após chegar ao fundo do poço há três anos, quando o total de animais do país ficou abaixo de 90 milhões de cabeças, os Estados Unidos vêm aumentando o rebanho ano a ano. O número atual está longe, no entanto, dos 104 milhões de 1996.

Vincent Kessler  /Reuters

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pela Folha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Fonte : Folha

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