Vaivém: Sojicultor do Sul supera média do país em 134%

A produtividade da soja parou nos 3.000 quilos por hectare há alguns anos, e o setor não vê grandes avanços. Isso não é exclusividade do Brasil, mas ocorre também nos outros países produtores da oleaginosa.

Para mudar esse cenário, o Cesb (Comitê Estratégico Soja Brasil) vem promovendo anualmente um desafio entre os produtores para elevar esse volume médio.

Nesta safra, o produtor campeão obteve 117 sacas por hectare, um volume um pouco acima de 7.000 quilos por hectare. Ao atingir esse patamar, esse produtor, que é da região Sul do país, superou em 134% a média nacional.

Editoria de arte/Folhapress

A entidade, que só divulgará os nomes dos ganhadores no próximo mês, informa que a maior produtividade da região Centro-Oeste foi 109 sacas, seguida de 100 na região Sudeste e de 92 nas regiões Norte e Nordeste.

O concurso anual tem sido um aprendizado também para o Cesb, uma vez que a produtividade máxima conseguida por um produtor na safra 2008/9 havia sido de 82,8 sacas por hectare. Essa quantia veio evoluindo e, no ano passado, somou 111 sacas.

Nilson Caldas, diretor do Cesb, diz que o objetivo do desafio entre os produtores é extrair técnicas de produção e torná-las viáveis. Depois, distribuir esse conhecimento.

A produtividade depende de vários fatores. Entre eles, a busca de sementes adaptadas à região, adubação e um bom controle nos sistemas de produção, aponta Caldas.

Ele destaca, ainda, que o produtor deverá ficar atento à qualidade da semeadura, ao controle fitossanitário e à quantidade de plantas.

O Cesb, uma entidade sem fins lucrativos, pretende promover encontros regionais para a disseminação desses ganhos de produtividade.

E o Brasil necessitará de muita produtividade na soja, uma vez que o país assume papel cada vez mais importante no mercado externo.

O Brasil embarcará 48 milhões de toneladas de soja na safra 2013/14, segundo estimativas da INTL FC Stone.

Glauco Monte, diretor de análise de commodities da consultoria, prevê exportações próximas de 60 milhões de toneladas de cinco a sete anos. A China, com possibilidades de compras de 85 milhões de toneladas nesse período, ainda será a grande compradora.

*

Soja Como os dados da Secex já vinham apontando, as exportações de soja em grãos recuaram em maio, para 7,61 milhões de toneladas. Em abril, haviam atingindo 8,3 milhões.

Líder Apesar da queda em maio, a soja mantém a liderança em receitas na balança comercial. Até maio, as receitas somaram US$ 12,55 bilhões, 22% mais do que em igual período anterior.

Preços O valor de negociação foi de US$ 508 por tonelada, abaixo dos US$ 522 de maio do ano passado.

Celulose Os preços médios caíram, mas o volume exportado compensou essa queda. As receitas de maio foram a US$ 494 milhões.

*

Vendas de máquinas agrícolas têm forte queda

A indústria de máquinas agrícolas vive cenário bem diferente neste ano em relação a 2013, quando as vendas foram recordes. Há uma forte desaceleração nas vendas, principalmente na comercialização de colheitadeiras.

As indústrias colocaram apenas 199 unidades destas máquinas no mês passado nas concessionárias, um número 48% inferior ao de igual mês do ano passado.

De janeiro a maio, as vendas de colheitadeiras caíram para 2.559 unidades, 25% menos do que nos cinco primeiros meses de 2013.

A queda de vendas atinge também o setor de tratores, mas em ritmo menor. A comercialização de maio somou 5.390 unidades, 10% menos do que em 2013. Até maio deste ano, foram vendidos 21,8 mil tratores, um número 18% inferior ao de igual período do ano passado.

*

Fertilizantes

Preço mantém queda no próximo trimestre

A tendência de baixa nos preços internacionais dos fertilizantes deve continuar no próximo trimestre, segundo o Rabobank. Um dos motivos será a elevação de oferta de nitrogênio e de fosfatados pela China. No mercado nacional, a demanda e as importações continuam aquecidas.

Fonte: Folha

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *