Vaivém: Se Covid-19 afetasse animais, doença estaria mais bem resolvida no Brasil

Para pesquisador, o setor agropecuário está mais organizado e não haveria negação no combate

10.mar.2021 às 23h15

SÃO PAULO

Se a Covid-19 fosse uma doença relacionada a animais, e não a humanos, seguramente o Brasil já teria resolvido parte do problema.

A avaliação é de um pesquisador do setor agropecuário, e que também presta informações ao Ministério da Saúde em algumas pesquisas.


A OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) não para de relatar novos casos e expansão de doenças no setor animal – Bing Guan/Reuters

Além de estar mais bem organizado, o setor de saúde animal tem um combate preventivo assíduo. O sistema de saúde brasileiro, o SUS, é eficiente, mas houve uma negação do problema pelo governo no caso da Covid-19. Os descuidos levaram à falta de planejamento na compra de vacinas e de insumos.

Enquanto o mundo passou a olhar apenas para a Covid-19, as doenças que afetam os animais continuaram se expandindo. O Brasil não está imune a elas, mas há uma precaução e uma ação constante com a eventual chegada delas por aqui.

Isso não correu no caso do coronavírus. Desde que surgiu na China, em 2019, o país teve muito tempo para se preparar, como fizeram outros países, segundo o pesquisador.

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Ele afirma que o combate a doenças de animais acaba sendo mais fácil, uma vez que se pode fazer zoneamentos e abates sanitários. Uma eventual negação da doença e uma falta de planejamento, porém, provocariam uma rápida expansão pelo país.

A OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) não para de relatar novos casos e expansão de doenças no setor animal. Duas delas, a peste suína africana e a influenza aviária, são constantes nos relatórios da entidade.

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A pandemia na Ásia
  1. Pastores usando máscaras participam de culto online em Seul, na Coreia do Sul.
  2. Elefante usando máscara é atração em evento de distribuição de máscaras para estudantes, na tentativa de diminuir a disseminação do coronavírus em Ayutthaya, na Tailândia
  3. Pedestres usando máscaras caminham no mercado Tsukiji, em Tóquio, no Japão.
  4. Pessoas usando máscara caminham por rua em centro comercial de Pequim, na China, na hora do rush da manhã.
  5. Alunos comem em suas mesas equipadas com divisórias de plástico para evitar a disseminação da covid-19 em Taipei, Taiwan.

Pastores usando máscaras participam de culto online em Seul, na Coreia do Sul. Jung Yeon-je/AFP

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    Nas últimas semanas, a OIE apontou novos focos de peste suína africana em diversos locais: Coreia do Sul, Polônia, Romênia, Rússia, Alemanha e China. Já a influenza aviária afetou Suécia, Rússia, Japão, Coreia do Sul e Alemanha.

    No caso da peste suína, a doença continua afetando alguns dos principais produtores mundiais. A China, maior produtora e consumidora mundial de carne de porco, está com dificuldades para controlar a doença. A Alemanha, líder na Europa, têm dificuldades no combate a animais silvestres, portadores da doença no país.

    Surgida em 1940, no Quênia, a peste suína africana já passou por vários locais do mundo, inclusive pelo Brasil no final de década de 1970. Atualmente está com intensa presença na Ásia e na Europa.

    A influenza aviária, que não esteve no Brasil, passa por várias mutações, e o vírus de algumas regiões, como na Rússia, se espalha rapidamente e é mais letal para os animais. Afetam, inclusive humanos, desde que tenham contato muito próximo com as aves, como os produtores.


    Safra de cana Plinio Nastari, da Datagro, prevê uma safra de cana-de-açúcar de 586 milhões de toneladas na região centro-sul, em 2021/22. A safra tem início em abril e, se confirmada a estimativa, a moagem será 3,2% inferior à da atual.

    Açúcar A produção recua para 36,7 milhões de toneladas, uma queda de 4,7%. A fabricação de etanol cai para 29,4 bilhões de litros, 4,1% a menos.

    Suco A Natural One, do setor de sucos, investiu R$ 6 milhões na ampliação da fábrica de Jarinu (SP) para extrair sucos de laranja e de limão na própria unidade fabril.

    Naturais A empresa quer oferecer produtos frescos e naturais, se aproximar mais dos produtores e reduzir os intermediários, segundo Uira Soares, do setor de qualidade e pesquisa.

    Ritmo acelerado A arroba de boi gordo subiu para o valor recorde de R$ 309, em São Paulo, nesta quarta-feira (10), segundo acompanhamento de preços do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A alta é de 52% em relação a março de 2020.

    Fonte: Folha

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