Vaivém – Robôs e sensores vão dar qualidade à agricultura

Avaliacao de lavoura com drone em Nova Xavantina, MT Foto Mauro Zafalon / Folhapress ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***

Avaliação de lavoura com drone em Nova Xavantina (MT)

A agricultura incorporou muita tecnologia nos últimos anos. Essa tecnologia gerou dados e permitiu ao produtor avanços na produtividade. Esse é, no entanto, apenas o começo.

"As coisas acontecem com muita velocidade, principalmente pela quantidade de novos participantes nesse mercado", afirma Mateus Barros, da The Climate Corporation, divisão da Monsanto. Colaboração e conexão passam a ser palavras-chaves a partir de agora.

A tecnologia já incorporada na agricultura gerou uma serie de dados, mas o quebra-cabeça é como utilizá-los. O desafio é processar esses dados e, com eles, definir um padrão básico para melhorar as prescrições para o setor: melhor semente, o espaçamento ideal das plantas e a data de plantio, segundo Barros.

Entre as novas tecnologias a serem adotadas pela agricultura, Barros acredita que esteja a incorporação da robótica e de sensores.

Pequenos robôs vão dar mais qualidade à atividade, e sensores devem trazer novos dados, que se somarão aos já disponíveis.

Barros acredita ainda que a agricultura adote um conceito de plataforma. Hoje há muitas soluções, mas em locais separados. Nos próximos anos, haverá "uma só casa" para abrigar essas soluções geradas pelo grande número de start-ups.

Alex Foessel, da John Deere, acredita que o foco será em soluções produtivas, mas que a parte analítica dos dados vai ganhar dimensão.

"As novas tecnologias vão traduzir o que o campo fala."

Foessel destaca ainda a chegada de um elevado patamar de automação nas máquinas e a integração de informações para toda a cooperação.

Lúcio André de Castro Jorge, da Embrapa, diz que "a tecnologia é essencial para o avanço da agricultura".

Ele alerta, no entanto, que a utilização de uma tecnologia "ainda não madura" pode frustrar o produtor. Cita o exemplo dos drones, que devem ser vistos como coadjuvantes e não uma solução para tudo.

A agricultura chegou à fase digital e vai entrar na inteligência artificial. As máquinas vão fazer as contas, mas elas não têm a experiência e a sensibilidades dos produtores, afirma Castro.

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Avanço do algodão – O aumento da área de algodão é possível, mas é importante pensar em um sistema de produção. A avaliação é de Ednaldo Marinho, da área de desenvolvimento de mercado da Dow AgroSciences.

Sustentabilidade – Produtores e indústrias devem estar envolvidos nessa evolução de área. As indústrias oferecem novas tecnologias para o campo e os produtores fazem um manejo adequado, tanto com adubação como com o controle de doenças e de pragas, afirmou Marinho nesta quinta-feira (31) no 11º Congresso Brasileiro do Algodão, em Maceió.

Cuidados – A cultura do algodão exige dedicação, cuidados e um treinamento profissional especial, principalmente por causa dos elevados investimentos, segundo ele.

Importância – Marcus Lawder, gerente de negócios do setor de algodão da Bayer, acredita que o avanço da área de algodão no Brasil é importante porque o produto tem um elevado valor agregado.

Consumo – É importante, no entanto, que essa evolução seja acompanhada de um aumento do consumo interno do produto, principalmente pelos jovens, afirma Lawder.

Ciclo – A Bayer está lançando uma variedade de algodão de ciclo curto que reduzir em até 20 dias o cultivo. Essa redução reduz custos dos produtores e flexibilidade para a eco-lha da "melhor janela" para o plantio, segundo Lawder.

Mauro Zafalon/Folhapress

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pela Folha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Fonte : Folha

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