Vaivém – Preços agropecuários melhoram para produtor dos EUA, e custo cai

 

Os preços agropecuários começam a ficar mais favoráveis para os produtores dos Estados Unidos.
Em média, eles receberam 4% mais no mês passado do que em janeiro. A melhora se deu principalmente no setor de lavouras, cuja alta foi de 4,4% no período.

Em relação a fevereiro de 2015, no entanto, ainda não há recuperação. Os preços médios do setor estão 6% inferiores, puxados pela queda de 13% no setor de carnes.

A boa notícia é que os custos de produção caíram 0,4% no mês passado, em relação a janeiro, e 4% ante os de fevereiro de 2015.

Enquanto os gastos dos produtores brasileiros sobem para a safra 2016/17, os números nos Estados Unidos apontam para direção inversa.

Os custos médios com fertilizantes recuaram 12% no mês passado, em relação aos do ano passado, enquanto os gastos com combustíveis caíram 29% no período.

Os preços dos agroquímicos, no entanto, se mantiveram estáveis no período, segundo dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

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Exportação de celulose sobe 28% no 1o bimestre
As exportações do setor de papel, celulose e painéis de madeira atingiram US$ 1,4 bilhão no primeiro bimestre do ano, 20% mais do que em igual período anterior.

As vendas de celulose se destacaram, com alta de 28% no período, conforme dados da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores).

O aumento de exportações ocorre devido à maior oferta de produto interno pelas indústria brasileiras.

De janeiro a fevereiro, a produção nacional de celulose subiu para 3 milhões de toneladas, 9% mais do que em igual período anterior.

Já as exportações foram a 2,3 milhões de toneladas, com avanço de 26%.

Se o ritmo do mercado externo vai bem, o mesmo não corre com o do interno. O consumo aparente recuou de celulose recuou para 849 mil toneladas no bimestre, 19% menos do que a de janeiro a fevereiro do ano passado.

A produção de celulose atingiu 17,4 milhões de toneladas no ano passado, 5,5% mais do que em 2014.

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Inflação de produtos agrícolas perde força no atacado

A inflação dos produtos agropecuários perde força no atacado, mas ainda é elevada. A variação deste mês foi de 1,63%, abaixo dos 2,37% de fevereiro, conforme dados do IGP-M da FGV.

A pesquisa de preços corresponde ao período de 16 de fevereiro a 15 deste mês.

Apesar desse recuo na taxa mensal, a inflação acumulada em 12 meses se mantém em 18,2%.

A taxa média do IGP-M do período ficou em 11,6%. Essa taxa inclui a variação média dos preços no atacado, no varejo e de construção.

A taxa de inflação do atacado referente ao agronegócio deverá perder força nas próximas semanas. Milho e soja, produtos que puxaram a inflação nos últimos meses começam a cair.

A soja, com o avanço da safra brasileira, o recuo de preços em Chicago e a perda do valor do dólar em relação ao real, caiu 7% neste mês no atacado, conforme acompanhamento do IGP-M.

O milho, ainda está em alta, que foi de 4% no mês, mas já com ritmo bem inferior ao de fevereiro, quando a evolução do cereal havia atingido 18% no atacado.

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pelaFolha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Fonte : Folha

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