Vaivém – Preço do suco de laranja em Nova York reage a estoques baixos

Indústrias de suco de laranja pagarão R$ 301 milhões ao Cade por cartel

Linha de produção de suco de laranja em Araraquara (SP

A Bolsa de commodities de Nova York reagiu, nesta terça-feira (14), à divulgação, na segunda-feira (13), dos estoques baixos de suco de laranja, feita pela CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos).

O primeiro contrato do suco negociado na Bolsa subiu para US$ 1,70 por libra-peso, 1,74% mais do que o valor do dia anterior.

Os preços de negociações na Bolsa de Nova York vêm mostrando os reflexos dos estoques baixos há vários meses. Se comparados os valores desta terça-feira com os de há um ano, o suco teve alta de 31%.

Essa evolução de preços só perde para o açúcar, produtor que também está com produção mundial inferior à demanda e que subiu 56% em 12 meses.

Os números divulgados pela CitrusBR indicam que os estoques de suco ao final de junho deste ano vão ser suficientes para apenas 3,5 semanas de consumo.

Em anos anteriores, os estoques deste mesmo período do ano eram suficientes para 35 semanas de consumo.

O CitrusBR apontou que o ano passado terminou com 497 mil toneladas de suco. Já no final de junho deste ano, serão apenas 70 mil toneladas. Nesse período se dá a passagem da safra 2016/17 para a 2017/18.

SAFRA

O cenário para este ano deverá favorecer o produtor, segundo informações do mercado. A safra, cujo início deve ser antecipado para abril, deverá ficar entre 320 milhões e 330 milhões de caixas.

A safra se desenvolve bem, e a antecipação da colheita se deve ao clima quente e chuva, o que tornou ainda mais precoce a safra da laranja precoce.

Se confirmado, esse número não indica uma supersafra, normalmente considerada quando a produção supera 350 milhões de caixas.

A safra do ano passado ficou em 244 milhões de caixas, seguindo o Fundecitrus.

Neste ano, o produtor vai ter mais laranja para vender e com preço remunerador.

A abertura de preço foi feita a R$ 18 por caixa nesta safra, acima dos R$ 12 da anterior.

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Argentina 1 A produção de soja deverá ser de 54,8 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Esse volume supera as estimativas anteriores.

Argentina 2 Já a safra de milho deverá ficar em 37 milhões de toneladas, segundo a Bolsa. A área semeada é de 4,9 milhões de hectares.

Edson Silva /Folhapress

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pela Folha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Fonte : Folha

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