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Vaivém – Oferta de alimento virá de produtividade, e não de expansão de área

 

Estimativas indicam que a oferta de alimento deverá crescer 80% até 2050. Rodrigo Santos, da Monsanto, acredita que 95% dessa necessidade de alimentos virá do aumento de produtividade. Apenas 5% virão de ocupação de novas áreas produtivas.

O executivo da multinacional acredita que um dos caminhos para a elevação da produtividade seja a agricultura digital.

Esse novo sistema permitirá a compilação e utilização de informações hoje de uso limitado pelo produtor.

Após avaliadas as informações, elas serão transmitidas aos produtores, por meio de um aplicativo. Este indica as melhores ações de manejo na respectiva área.

O sistema, que já está em operação nos Estados Unidos, ocupando 30 milhões de hectares, ainda passa por testes no Brasil.

Por ser um país tropical e ter um sistema de produção mais complexo, a tecnologia tem de ser desenvolvida por aqui.

É um sistema que pega as informações relativas a uma determinada área, interpreta e recomenda o melhor caminho de ação para o produtor.

Santos diz que ainda é difícil uma projeção de qual será o ganho de produtividade, mas seguramente ele virá.

A interpretação dos dados específicos de cada fazenda, mais os da microrregião onde está localizada a propriedade, vai indicar variedades e métodos mais apropriados para os produtores.

Na avaliação de Santos, esse sistema deve dar ganho tanto para o produtor como para a empresa.

No caso do produtor, as recomendações, que vão desde atuações devido ao clima como as de manejo e indicações de variedades, vão elevar a produtividade.

Já a Monsanto, também com base nessas informações, pode lançar variedades específicas e mais produtivas para a microrregião, segundo Santos.

É claro que, assim como foi com a soja RR e, na sequência, com a Intacta, essa nova tecnologia vai trazer custos para os produtores.

Santos diz que a decisão da utilização ou não dessa tecnologia vai ficar nas mãos do produtor. Ele vai optar com base na rentabilidade da implantação da tecnologia.

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Setor de carne bovina prevê 2016 melhor

As exportações de carne bovina somaram 1,3 milhão de toneladas de janeiro a novembro deste ano, 10% menos do que em igual período do ano passado.

As receitas recuaram para US$ 5,4 bilhões, 17% menos do que no mesmo período do ano passado.

As informações são da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), que prevê, no entanto, um 2016 melhor.

A entidade quer a busca de novos mercados no próximo ano, principalmente os de México, Taiwan, Indonésia e Tailândia.

A Abiec busca, ainda, avanços nas negociações para as exportações de carne "in natura" para o Japão e miúdos e carne com osso para a China, que só compra carne sem osso do Brasil.

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Fertilizante foliar Aminoagro e Dimicron fazem o primeiro investimento após a união das empresas: um novo laboratório de análise de sementes em Cuiabá (MT).

Semente O objetivo é a adoção de uma tecnologia pioneira de análise do vigor da semente que permite correções de nutrição da planta a cada fase de seu desenvolvimento, segundo a empresa.

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pelaFolha, soma mais de 38 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Fonte : Folha

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