Vaivém – Importações brasileiras de soja crescem 307% no ano

Vendas externas de açúcar e de arroz são destaques no mês passado

Essa rota aberta para o exterior, porém, reduziu a oferta interna e obrigou as empresas brasileiras a elevarem em 307% as importações da oleaginosa neste ano.

De janeiro a agosto, são 477 mil toneladas importadas, praticamente todas vindas do Paraguai.

As receitas acumuladas no ano com as exportações de soja em grãos atingem US$ 26 bilhões. Não estão considerados nesse valor o farelo e o óleo de soja. O setor caminha para um novo recorde.

Plantação de soja no ParanáPlantação de soja no Paraná – Jaelson Lucas / AEN

A balança comercial do agronegócio tem mostrado boas evoluções da soja, das carnes e do algodão, mas outros produtos estão se somando a essa lista nos últimos meses.

Em agosto, arroz e açúcar foram os destaques. As vendas externas do cereal em casca somaram 79 mil toneladas, 855% a mais do que em agosto de 2019. Nesse mesmo período, as exportações do produto sem casca teve evolução de 32%, para 91 mil toneladas, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

A demanda externa por açúcar também cresceu, principalmente na China. Com isso, as vendas brasileiras atingiram 3,5 milhões de toneladas no mês passado, superando em 119% o volume de agosto de 2019.

As carnes bovina e suína mantiveram, em agosto, a escalada nas vendas externas que vêm obtendo nos dois últimos anos. As de frango, ficaram estáveis.

As exportações de carne bovina atingiram 163 mil toneladas, 21% mais do que as do ano anterior, um período que as vendas externas já estavam aquecidas, segundo a Secex.

No caso da carne suína, a evolução foi ainda maior, com aumento de 80% no mês. Os frigoríficos colocaram 88 mil toneladas dessa proteína no mercado externo no mês passado. A demanda chinesa continua intensa.

O dólar valorizado, em relação ao real, favorece as exportações, mas traz custos para as importações. As compras externas de trigo e de leite aumentaram no mês passado.

Já as de fertilizantes e de inseticidas, fungicidas e herbicidas tiveram pouca variação.

Vaivém das Commodities

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A coluna é assinada pelo jornalista Mauro Zafalon, formado em jornalismo e ciências sociais, com MBA em derivativos na USP.

Fonte : Folha

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