Vaivém – Exportação de soja do país ganha ritmo intenso

Barreiras comerciais entre EUA e China podem elevar ainda mais as compras chinesas no Brasil

Caminhão é carregado de soja em fazenda em Porto Nacional, no Tocantins

Caminhão é carregado de soja em fazenda em Porto Nacional, no Tocantins – Roberto Samora – 24.mar.18/Reuter

Os produtos básicos perderam espaço na balança comercial no primeiro trimestre. Somaram 45% das receitas, abaixo dos 48% de janeiro a março do ano passado.

A partir de agora a participação aumentará porque chegou a hora da soja. As exportações de março somaram 8,8 milhões de toneladas, dando início a um período de intensas vendas externas.

No ano passado, dos 68 milhões de toneladas desse produto que saíram dos portos brasileiros, 52 milhões foram de março a agosto.

As barreiras comerciais entre Estados Unidos e China podem elevar ainda mais as compras chinesas no Brasil.

As estimativas de consultorias privadas indicam que o país terá mais soja para vender neste ano. A produção será de 120 milhões de toneladas, acima dos 114 milhões de 2017.

Outros produtos cooperaram com a balança. As vendas externas de milho somaram 4,9 milhões de toneladas até março, 123% mais do que igual período de 2017.

Já as exportações de açúcar perderam ritmo. Compras menores dos principias importadores, devido à recomposição dos estoques mundiais, e participação maior de outros competidores fizeram o Brasil perder espaço.

As vendas externas deste ano recuaram para 4,75 milhões de toneladas, 15% menos do que no primeiro trimestre do ano passado e 25% menos do que em 2016.

As carnes mostram boa evolução. As exportações das de origem bovina superaram em 36% as de março de 2017, e as de frango evoluíram 12%. Há uma recuperação também na venda da carne suína, que somou 48,3 mil toneladas em março, mas um volume menor do que o de 2017.

O volume de commodities agrícolas exportado pelo Brasil aumentou no primeiro trimestre, mas os preços médios de vários produtos caíram.

A soja passou a liderar as receitas da balança no mês passado, mas ainda perde para o petróleo no acumulado do trimestre. A oleaginosa rendeu US$ 5,1 bilhões até março, um pouco abaixo dos US$ 5,3 bilhões do óleo. O minério de ferro veio a seguir, com US$ 4,5 bilhões.

Silenciamento de genes combate praga nas lavouras

O Instituto de Biologia da Unicamp desenvolveu tecnologia, que será usada pela TMG (Tropical Melhoramento & Genética), que combate pragas nas lavouras, sem o uso de defensivos químicos. É um produto biológico.

A linha de pesquisa atuou a partir de uma seleção de genes que permitem o controle de pragas por RNA de interferência. Todos os seres vivos têm um mecanismo para lutar contra ataques virais, silenciando seus genes, segundo pesquisadores.

Esse mecanismo é usado para "enganar" as células e silenciar seu próprio genes, afirma o professor Henrique Marques-Souza, responsável pelo estudo.

A tecnologia, por ora, será utilizada nas lavouras de soja e de algodão, mas poderá ser aplicada em qualquer cultura. A TMG deverá repassá-la a produtores.

Funrural Um movimento contra o passivo retroativo do Funrural espera reunir pelo menos 10 mil produtores rurais nesta quarta-feira (4), em Brasília.

O que buscam Sérgio Pitt, produtor da Bahia, diz que os focos serão o não pagamento do Funrural retroativo, a rejeição do Refis e a busca de segurança jurídica.

Etanol Apesar da necessidade de aumento das importações nesta entressafra, o Brasil manteve o mesmo patamar de exportações no primeiro trimestre.

Vendas As exportações até março somaram 197 milhões de litros, um pouco abaixo dos 203 milhões dos três primeiros meses de 2017.

Vaivém das Commodities

Vaivém das Commodities

Jornalista Mauro Zafalon assina a coluna Vaivém das Commodities. Escreve sobre commodities e pecuária.

Fonte : Folha

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