Vaivém – Estoque de milho diminui, mas ainda é elevado

BRASNORTE, MT, 10.07.2015: AGRICULTURA-MT - Colheita de milho na fazenda Rio do Sangue, em Brasnorte (MT). (Foto: Mauro Zafalon/Folhapress)

Colheita de milho na fazenda Rio do Sangue, em Brasnorte (MT)

 

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) elevou a produção brasileira de milho. Mesmo assim, prevê estoques menores na passagem desta safra para a outra —os novos números indicam 20,2 milhões de toneladas, abaixo dos 21,6 milhões estimados em agosto.

Já a produção sobe para 97,7 milhões de toneladas, bem acima dos 66,5 milhões da safra anterior.

O recuo no volume final de estoques de milho nesta safra foi possível porque, na avaliação da Conab, as exportações do cereal devem subir para o recorde de 29 milhões de toneladas.

Com isso, as estimativas da Conab ficam mais próximas das do mercado, que prevê até 32 milhões de toneladas.

A Conab reajustou para cima também os estoques finais de feijão. No final da safra 2016/17, os armazéns terão 264 mil toneladas da leguminosa, o maior volume em três anos.

Já os estoques de arroz deverão ficar em 1,46 milhão de toneladas no final desta safra, estáveis em relação à estimativa anterior, mas bem acima das 431 mil da safra 2015/16.

O estoque de trigo também se mantém estável em relação às previsões anteriores: 2,53 milhões de toneladas.

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Etanol – Produtores de milho e indústrias de etanol pedem a Donald Trump que tome medidas contra a taxa de importação de etanol colocada recentemente pelo Brasil nos produtos dos EUA.

Eliminação – Os produtores americanos querem a eliminação da taxa de 20% ou uma elevação do limite de 600 milhões de litros. Na avaliação deles, os EUA, além de perderem empregos, deixarão de obter US$ 750 milhões na exportação do combustível.

Briga por pouco – Agora que o mercado de etanol pode se ajustar no Brasil, devido à nova política de reajustes de combustíveis da Petrobras, o Brasil impõe essa taxa. Quando a produção e as exportações brasileiras melhorarem, os americanos vão dar o troco.

Novo recorde – A área semeada com grãos pode subir para 37 milhões de hectares na Argentina na safra 2017/18. Se isso ocorrer, a produção, seguindo a tendência média de produtividade do país, atingirá o recorde de 127 milhões de toneladas.

Destaques – A produção de soja seria de 55 milhões de toneladas; a de milho, de 41 milhões, conforme estimativas da Bolsa de Rosário.

Mauro Zafalon /Folhapress

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pela Folha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Fonte : Folha

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