Vaivém – Efeito Trump acelera preço dos metais, mas não afeta agrícolas, aponta banco 23.jun.2010/AFP

Mina de minério de ferro da gigante anglo-australiana de mineração BHP Billiton, em Newman (Austrália). A mineradora BHP Billiton planeja cortar os gastos em 25% de 2013. *** (FILES) This file handout photo taken and released in 2010 shows Anglo-Australian mining giant BHP Billiton's Mount Newman iron ore mine in Western Australia. Mining giant BHP Billiton said on December 10, 2013 it plans to cut spending by 25 percent this year and focus on its flagship operations as soft prices and extra supply squeeze resources firms. AFP PHOTO / FILES / BHP Billiton ----EDITORS NOTE---- RESTRICTED TO EDITORIAL USE MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / BHP Billiton" NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS

Mina de minério de ferro da gigante anglo-australiana BHP Billiton na Austrália

Os metais, que já estavam em alta, voltaram a subir com a eleição de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos. Há uma melhor expectativa de demanda, tanto na China como nos Estados Unidos. A alta nas commodities metálicas foi de 19% desde o final de setembro.

Já os preços das demais commodities tiveram pouca reação. É o que mostra o ICI (Índice de Commodities Itaú).

Apesar da safra mundial recorde de grãos e da elevação global dos estoques, os produtos agrícolas se mantêm estáveis nas últimas semanas, graças à forte demanda.

Enquanto o milho tem preços estáveis desde o final de setembro, a soja subiu 3% e o trigo caiu 2%.

Os analistas do Itaú advertem, no entanto, para o risco de redução de oferta de grãos, devido ao efeito da La Niña na região Sul no final do ano.

Já a região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) deverá ser beneficiada pelas chuvas, compensando eventual quebra no Sul.

Dois produtos, no entanto, deverão continuar com preços firmes durante 2017: açúcar e café.

Em ambos os casos há uma redução na oferta de produto. No caso do açúcar, os analistas do ICI estimam deficit de 3,6 milhões de toneladas na safra 2016/17.

Essa oferta menor do que o consumo ocorre depois de um deficit de 10 milhões de toneladas em 2015/16.

No final de 2017, o café deverá atingir US$ 1,70 por libra-peso, enquanto o açúcar estará em 20 centavos de dólar por libra-peso.

Para o minério de ferro, a estimativa é de US$ 55 por tonelada, enquanto o petróleo sobe para US$ 54 no final do próximo ano.

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Proteínas nos EUA A produção de carne bovina deverá atingir 11,9 milhões de toneladas no próximo ano nos Estados Unidos, segundo estimativa desta quarta-feira (16) do Usda (Departamento de Agricultura dos EUA).

Líder Se confirmada a previsão, o aumento seria de 10% ante o volume de 2015. Esse percentual supera os 5% do aumento da carne suína e os 4% da de frango.

Aves A produção de carne de frango deverá somar 18,9 milhões de toneladas em 2017, enquanto a suína sobe para 11,7 milhões, aponta o Usda.

Forte queda A inflação dos produtos agropecuários caiu 1% no atacado nos últimos 30 dias até 10 de novembro, segundo o IGP-10 da FGV. Com isso, o acumulado em 12 meses está em 16,7%.

Safra antecipada Pelo menos 55 usinas já haviam encerrado a safra de cana de açúcar 2016/17 até o final de outubro, conforme dados da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

Mais etanol A moagem de cana atingiu 537 milhões de toneladas até o final do mês passado. Desse volume, 46,7% foram para a produção de açúcar –41,9% no ano passado.

Os números A produção total de açúcar subiu para 32 milhões de toneladas, 17% mais do que em 2015. Já a de etanol caiu para 22,6 bilhões de litros, 4% menos.

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pela Folha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Fonte : Folha

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