Vaivém – Consumo mundial de arroz supera produção, mas estoque é elevado

Trabalhadores colhem arroz na China, maior produtor mundial do grão

Trabalhadores colhem arroz na China; país é o maior produtor mundial do grão

O consumo mundial de arroz volta a superar a produção. Uma boa notícia para os produtores, que deverão ter uma sustentação maior dos preços.

Dados do Amis (um sistema de acompanhamento dos principais dados mundiais de grãos) apontam que o consumo será de 498 milhões de toneladas, ante produção de 491 milhões.

Acompanhamento do IGC (conselho internacional de grãos) já aponta uma situação melhor para os produtores do cereal do que para os dos demais grãos.

A queda média nos preços nos últimos 12 meses foi de 10% para o arroz. Já o trigo caiu 20%; e a soja, 18% no mesmo período.

Mas, mesmo com produção menor do que o consumo, o setor tem uma limitação quanto se trata de preços internacionais.

Os estoques finais do cereal deverão ser de 167 milhões de toneladas no final deste ano, 34% do consumo anual.

Outro limitante na variação dos preços do arroz é a baixa comercialização internacional do produto.

Na safra 2015/16, apenas 45 milhões de toneladas deverão trocar de país, um percentual de 9% da produção.

Esse percentual é bem inferior à média da comercialização internacional de outros produtos. No saco da soja, por exemplo, 41% da oleaginosa produzida deixa o país de origem.

Outro ponto desfavorável para uma evolução de preços no mercado de arroz é a elevada oferta mundial do cereal (produção mais estoques), que chegará a 664 milhões de toneladas na safra 2015/16.

A China é a líder mundial na produção, colhendo 145 milhões de toneladas por ano. Índia vem a seguir, com 105 milhões, segundo dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

No Brasil, a produção fica próxima de 11,5 milhões de toneladas, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Desse volume, 1,1 milhão de toneladas será exportado.
BIODIESEL TERÁ MISTURA MAIOR

A mistura de biodiesel ao diesel terá novos percentuais, conforme aprovação na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (3).

O percentual de mistura sobe para 8% um ano após a promulgação da lei. Nos dois anos seguintes, vai a 9% e 10%, respectivamente.

O projeto de lei segue para a sanção presidencial.

 

Andrew Wong – /Reuters

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pelaFolha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Fonte : Folha

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