Vaivém – Comprador e vendedor de milho aguardam novidades

SERTANEJA, PR, 21.07.2016: AGRICULTURA-MILHO - Lavoura de milho afetada pela geada no norte do Paraná. (Foto: Mauro Zafalon/Follhapress)

Lavoura de milho afetada pela geada no norte do Paraná

Os compradores de milho continuam adquirindo o produto aos poucos, e apenas para o consumo imediato.

Apostam em uma queda de preço devido à desaceleração das exportações e às boas perspectivas para a safra de verão.

Já os vendedores acreditam em uma valorização do produto nas próximas semanas, principalmente a partir do início do próximo ano.

Essa a avaliação de analistas do Cepea (Centro de estudos Avançados em Economia Aplicada) ao analisar o comportamento do cereal no mês passado.

O mercado está sendo abastecido também pelas importações, cujo volume atingiu 495 mil toneladas no mês passado.

Mas o Brasil continua honrando os contratos de exportações, uma vez que o volume exportado em outubro foi o dobro do das importações. Saiu pelos portos brasileiros 1,1 milhão de toneladas em outubro.

Os valores das operações externas praticamente são os mesmos em outubro. Ambos ficaram próximos de US$ 170 por tonelada.

Os principais fornecedores de milho para o Brasil são Paraguai e Argentina. Os vizinhos já colocaram 2 milhões de toneladas do cereal no Brasil neste ano.

Já os principais mercados para o produto brasileiro são Irã, Vietnã e Japão. Os iranianos compraram 4 milhões de toneladas de milho do Brasil neste ano, volume superior aos 2,6 milhões dos vietnamitas e aos 2,5 milhões adquiridos pelos japoneses.

As exportações totais do Brasil somam 19,9 milhões de toneladas no ano, 11% superiores à de janeiro a outubro de 2015.

Já as importações, ao ficar próximas de 2 milhões de toneladas, atingem o maior volume desde 1998 para esse período.

Quanto aos preços internos, o Cepea detectou queda de 1,6% nos preços de outubro. O cereal terminou o mês cotado a R$ 40,86 por saca em Campinas.

No mercado externo, o milho está a US$ 3,42 por bushel (25,4 quilos) na Bolsa de Chicago. Esse valor é 1,7% inferior ao de há uma semana.

Os Estados Unidos revisaram os dados de produção nesta quarta-feira, elevando o volume para 387 milhões de toneladas. Já o Brasil espera um volume entre 83 milhões e 85 milhões de toneladas na safra 2016/17, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

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Confiança Os produtores agropecuários estiveram mais confiantes nos rumos do setor no terceiro trimestre deste ano do que nos anteriores. Eles estão em um patamar recorde de expectativa positiva.

Fora da porteira As indústrias ligadas ao agronegócio também aumentaram a confiança no setor, conforme pesquisa da Fiesp e da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras).

Melhora geral A confiança no campo e nas indústrias ligadas ao setor vem da aposta em uma melhora da economia brasileira.

Carne bovina A China volta à liderança nas importações de carne bovina do Brasil, comprando o correspondente a US$ 94 milhões. As receitas totais do Brasil no mês passado foram de US$ 449 milhões.

No ano De janeiro a outubro o país vendeu 1,2 milhão de toneladas, 4% mais do que no ano passado, com receitas de US$ 4,6 bilhões, segundo dados da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).

Mauro Zafalon/Follhapress

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pela Folha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Fonte : Folha

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