vaivém – Aumento de renda dos produtores passa por tecnologia

Encontro em Cuiabá (MT) discute o potencial que as startups podem dar ao agronegócio

Drone mapeia plantação no interior de SP

Drone mapeia plantação no interior de SP – Divulgação

Um encontro inusitado nesta quarta-feira (18), em Cuiabá (MT). Um grupo de 400 produtores agropecuários se reuniu para entender como, pensando no futuro, poderiam trazer soluções para o presente.

Não é fácil, dentro das limitações atuais que o setor tem no país. O encontro, denominado Summit AgriHub, servirá, porém, para despertar a atenção dos produtores, incentivar a participação deles na busca de novas tecnologias e gerar investimentos, segundo Daniel Latorraca, superintende do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

"Esse avanço é preciso porque o produtor não faz o preço de mercado para seus produtos, mas pode interferir no custo de produção", diz ele.

Um dos objetivos do encontro é fomentar uma discussão sobre a necessidade de levar tecnologias novas e as que já existem para o campo, mas de forma integrada.

Para Otavio Celidônio, superintendente do Senar-MT, esse agrupamento de tecnologias é uma forma de evolução em pesquisa e em desenvolvimento. Criam-se soluções rápidas e baratas para o produtor, segundo ele.

As tecnologias podem vir por meio de startups, que exigem dos produtores um apetite pelo risco e uma abertura para o novo. O resultado é uma possibilidade de tomada de decisões complexas com aspectos quantitativos e qualitativos.

O caminho a ser percorrido, porém, tem desafios. Os principais apontados pelos produtores são as faltas de conectividade no campo e de compartilhamento dos dados.

O produtor precisa estruturar suas necessidades e buscar tecnologias apropriadas para o seu dia a dia. "A tecnologia que temos vem sempre pronta e não surge das exigências da região. Às vezes elas até vêm de fora do país", diz Rui Prado, membro da Rede de Fazendas Alfa, uma integração de produtores que buscam essa evolução da tecnologia.

Para o produtor Alexandre Lopes, "boa parte do incremento da renda no campo passará pela tecnologia. Ela vai nos indicar a hora de comprar, de fazer as coisas e de vender".

Uma das discussões desta quarta-feira passou pela efetividade das startups. O índice de mortandade delas é muito grande e, como diz o mercado, muitas vezes viram fumaça.

Para Magnus Arantes, sócio-diretor da NXTP Labs, o mundo passa por mudanças e está sendo chacoalhado por incertezas.

"Acho que há mais fumaça no mundo real do que no nosso [de startups]. Estamos ficando cada vez mais em um lugar confiável."

Os produtores estão conscientes de que ainda há muito para caminhar, mas o resultado será bom. Flávio Maeda, presidente da Abinc (Associação Brasileira da Internet da Coisas), afirma que "em 2025 a internet das coisas poderá gerar receitas de até US$ 21 bilhões para o setor rural".

O Summit AgriHub, realizado pelo Sistema Famato, termina nesta quinta-feira (19).

O jornalista viajou a Cuiabá a convite do Sistema Famato

Vaivém das Commodities

Vaivém das Commodities

Jornalista Mauro Zafalon assina a coluna Vaivém das Commodities. Escreve sobre commodities e pecuária.

Fonte : Folha

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