Vacina contra febre aftosa imunizou 90% do rebanho

Depois da última campanha de imunização, Rio Grande do Sul começa a cumprir outras 18 exigências para adquirir novo status sanitário

Pelo menos 11,25 milhões de bovinos e bubalinos do rebanho gaúcho, estimado em 12,4 milhões de cabeças, foram imunizados na última campanha de vacinação contra a febre aftosa, entre 16 de março e 24 de abril. O número, anunciado ontem em live nas redes sociais pelo secretário da Agricultura, Covatti Filho, corresponde à vacinação de 90,09% do rebanho e pode ainda ter uma variação para mais, uma vez que os servidores da secretaria têm até o dia 29 de maio para concluir a digitação dos dados.

A campanha de vacinação, tradicionalmente realizada em duas etapas, uma em maio e outra em novembro, foi antecipada neste ano, com autorização do Ministério da AgriculturaPecuária e Abastecimento (Mapa), para que o Rio Grande do Sul possa se candidatar a mudar de status sanitário, de zona livre de febre aftosa com vacinação para zona livre sem vacinação. O índice considerado aceitável pelo Mapa para validar a campanha era de 85%.

De acordo com Covatti Filho, a secretaria se concentra agora em atender os outros 18 requisitos fixados pelo Mapa até agosto. Ele confirmou que estão em andamento as licitações para a contratação de 150 servidores terceirizados de suporte à fiscalização e a compra de 72 veículos pelo governo estadual, de uma cota de 100. Os outros com 28 serão adquiridos com recursos federais.

Além dos ajustes estruturais, a secretaria trabalha no aprimoramento das normas, fiscalização de fronteiras e procedimentos em caso de identificação de algum foco da doença. Conforme o Departamento de Defesa Agropecuária, o Estado já está capacitado para dar resposta a uma situação de risco em até 36 horas, da coleta de amostra do animal até o resultado dos exames laboratoriais.

Neste mês de maio, inicia-se a contagem de um ano da OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) para emitir a certificação pretendida pelo Rio Grande do Sul. Covatti Filho reiterou a importância do pleito gaúcho de mudança de status. “Hoje, o Estado só consegue acessar 30% dos mercados importadores de proteína animal”, disse. O secretário também anunciou que uma portaria vai autorizar os criadores de bovídeos que não entregaram a declaração de rebanho até 30 de abril a ainda cumprirem com a esta obrigação sem pagar multa.

Fonte: Correio do Povo

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