Uso de sementes transgênicas cresce quase 20% no Brasil em 2011

País é o segundo maior usuário de biotecnologia, atrás apenas dos Estados Unidos

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Foto: Reprodução / Canal Rural

Brasil puxou o crescimento do uso de sementes geneticamente modificadas

A área cultivada com sementes transgênicas aumentou 8% no mundo em 2011, atingindo 160 milhões de hectares. O Brasil puxou o crescimento do uso de sementes geneticamente modificadas, com alta de 19,3%. Os dados foram divulgados nesta terça, dia 7, pelo Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agro-Biotecnológicas (ISAAA).
Um exemplo do crescimento do uso dos transgênicos é o produtor rural Valcírio Hasckel, de Bragança Paulista, no interior de São Paulo. Ele planta milho e fornece para ração animal. Há três anos, 20% da área era cultivada com o grão modificado, resistente a insetos, número que saltou para 80% em 2011. O produtor afirma que está satisfeito com o resultado da tecnologia na lavoura.
— Custo é praticamente o mesmo, mas eu tenho mais produtividade. Minha rentabilidade aumentou — comenta.
O Brasil é o segundo maior usuário de biotecnologia, atrás apenas dos Estados Unidos.  A maior parte foi com soja (20,6 milhões de hectares – 68%), seguida pelo milho (9,1 milhões de hectares – 30%) e pelo algodão (600 mil hectares – 2%). Anderson Galvão, representante do ISAAA no brasil, acredita que o produtor rural brasileiro está percebendo melhor as vantagens da biotecnologia.
Apesar da preferência do produtor brasileiro, algumas lideranças do setor ainda se manifestam contra os transgênicos. A estimativa da Associação Brasileira dos Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange) é de que 30% da soja produzida no Brasil ainda seja convencional. O diretor executivo da entidade, Ricardo Souza, afirma que o beneficio do transgênico dura pouco.
— O fato de usar uma semente transgênica possibilita que essa incidência de mato seja reduzida e isso é muito bom. Só que com o tempo e o reuso e a utilização constante do transgênico causa o mesmo problema que o convencional, só que numa velocidade muito maior. Então você acaba tendo ervas daninhas resistentes em muito menos tempo. A grande promessa dos transgênicos era de reduzir o volume de uso dos agrotóxicos.

Fonte:  Ruralbr

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