USDA: Expectativas indicam aumento dos estoques finais de soja e milho

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu novo boletim mensal de oferta e demanda nesta quarta-feira, 9 de março, e as expectativas principais se dão sobre o que acontecerão com os estoques finais norte-americanos da safra 2015/16. E a maioria dos analistas internacionais apontam para uma revisão destes números para cima.

Estoques finais dos EUA

Uma pesquisa feita pelo portal internacional DTN – The Progressive Farmer – mostra que os estoques finais de soja poderiam ficar em média com 12,44 milhões de toneladas – e as expectativas operando em um intervalo de 11,97 milhões e 13,09 milhões de toneladas. Em fevereiro, o USDA estimou 12,25 milhões.

Já os estoques finais de milho do país devem oscilar, segundo o levantamento, entre 45,9 milhões e 49,2 milhões de toneladas, com média de 47,25 milhões. O boletim anterior trouxe o número de 46,66 milhões de toneladas.

Estoques finais mundiais

Os estoques finais mundiais também deverão vir maiores. Para a soja se espera algo entre 80 milhões e 82,4 milhões de toneladas, com a média das projeções em 81 milhões acima do número do mês passado, de 80,4 milhões de toneladas.

No caso do milho, esse números têm variado entre 207,2 milhões e 210,4 milhões de toneladas, o que traz uma média de 209,2 milhões. Assim, o esperado também é maior do que as 208,8 milhões de toneladas reportadas no boletim anterior.

Produção da América do Sul

E apesar de alguns problemas severos que a safra brasileira de soja ainda sofre, a média esperada pelos traders ainda é ligeiramente maior do que a registrada há um mês, de 100 milhões de toneladas, e é projetada em 100,2 milhões. As expectativas oscilam, porém, de 98,6 milhões a 100,2 milhões de toneladas.

Para a produção da Argentina, as expectativas vão de 58,5 milhões a 61 milhões de toneladas, com a média, portanto, em 59 milhões. Em fevereiro, esse número veio em 58,5 milhões de toneladas.

A pesquisa da DTN espera ainda a produção brasileira de milho variando entre 82,5 milhões e 85,5 milhões de toneladas. A média, nesse caso, de 84,4 milhões, também é ligeiramente maior do que as 84 milhões do reporte do mês passado.

Já para a produção argentina, o esperado fica entre 26,5 milhões e 28 milhões de toneladas, com média de 27,2 milhões. Em fevereiro, a colheita do país foi estimada em 27 milhões.


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Fonte:  Famasul

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