USDA confirma ampla oferta de milho e soja

Em queda nos últimos meses por conta da recomposição da oferta global, as cotações internacionais de milho e soja ficaram um pouco mais pressionadas após a divulgação, na sexta-feira, de mais um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre oferta e demanda de grãos naquele país e no mundo.

O órgão americano, que tem status de ministério, elevou suas estimativas para as produções e para os estoques finais de milho nos EUA e no mundo nesta safra 2014/15, que está em fase de colheita no Hemisfério Norte e de semeadura no Hemisfério Sul.

A produção americana passou a ser projetada em 367,68 milhões de toneladas, cerca de 2 milhões a mais que o previsto em agosto e volume, recorde, quase 4% superior ao de 2013/14. Com isso, a colheita global foi ajustada para 990,69 milhões de toneladas, 0,2% mais que no ciclo passado.

Também em virtude da correção da produção, o cálculo para os estoques finais nos EUA foi elevado para 52,85 milhões de toneladas, 68,4% acima do volume que restou em 2013/14. Os estoques finais mundiais passaram a ser projetados em 190,58 milhões de toneladas, volume 10,2% superior na mesma comparação.

Na bolsa de Chicago, os reflexos foram expressivos. Os contratos futuros com vencimento em março – que ocupam a segunda posição de entrega – recuaram 11 centavos de dólar e encerraram a sessão de sexta-feira negociados a US$ 3,4675 por bushel.

No tabuleiro da soja, os ajustes do USDA foram bem menores, mas igualmente "baixistas". A estimativa para a produção recorde americana ganhou 270 mil toneladas em relação ao quadro traçado em agosto e passou a 106,87 milhões, praticamente 17% maior que em 2013/14.

A leve correção fez a colheita global em 2014/15 chegar a 311,2 milhões de toneladas, 9,2% superior à do ciclo passado. No caso americano, a previsão para a demanda também cresceu e, com isso, houve pequena queda no cálculos para os estoques finais da oleaginosa no país. Mas os estoques finais globais foram ajustados em 500 mil toneladas para cima, para 90,67 milhões de toneladas – 36,4% mais que em 2013/14.

Ainda que tenham sido menores que as previstas por analistas, essas mudanças colaboraram para a retração dos preços da soja na bolsa de Chicago. Os contratos futuros para entrega em janeiro (segunda posição) encerraram a sexta-feira em US$ 9,3050 por bushel, em queda de 19,50 centavos de dólar em relação à véspera.

Diante da curva descendente das cotações e das boas perspectivas para a colheita no Hemisfério Sul, a partir do fim de dezembro – EUA e Brasil são os maiores produtores de soja do mundo -, é cada vez mais exíguo o espaço para uma recuperação expressivas das cotações do grão.

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Fonte: Valor | Por Fernanda Pressinott, Fabiana Batista e Camila Souza Ramos | De São Paulo

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