União anuncia R$ 22 bilhões

Apesar de criticar parte da política agrícola, Contag considera que 40% da pauta foi atendida

Milhares acompanharam anúncio na Esplanada dos Ministérios<br /><b>Crédito: </b> MARCELLO CASAL / ABR / CP

Milhares acompanharam anúncio na Esplanada dos Ministérios
Crédito: MARCELLO CASAL / ABR / CP

Eram 19h02min, quando a presidente Dilma Rousseff terminou de anunciar parte das demandas de agricultores familiares a serem atendidas pelo governo federal. Após um dia de manifestações do 18 Grito da Terra Brasil veio a confirmação: R$ 22 bilhões em vez de R$ 29,6 bilhões solicitados para a política agrícola 2012/2013. Normalmente, 20% desta verba é destinada ao Rio Grande do Sul.
Do total, R$ 18 bilhões são para custeio e investimento, R$ 2 bilhões a mais do que em 2011. Dirigentes da Contag deixaram o Planalto sob um forte temporal em direção à Esplanada dos Ministérios para fazer o anúncio das medidas a milhares de agricultores. No geral, o pacote agradou. De acordo com o presidente da Contag, Alberto Broch, houve avanço em, pelos menos, 40% das 138 demandas negociadas desde abril. Apesar da evolução, o líder criticou a ausência de modificações nas políticas de reforma agrária e crédito fundiário. Segundo ele, não houve nenhum implemento em verbas destinadas a estas áreas. "Reforma agrária e crédito fundiário são nosso calcanhar de Aquiles, nunca conseguimos avanços que se considerem como completamente satisfatórios."
Também está garantido o aumento do teto de financiamento, de R$ 50 para R$ 80 mil por produtor. Outro ponto positivo é a destinação de R$ 1,2 bilhão para o Programa de Aquisição de Alimentos, de R$ 1,1 bilhão para merenda escolar e de R$ 542 milhões para a assistência técnica. "Ainda estamos avaliando o que a presidente nos entregou. Vimos que têm pontos que deixaram a desejar, mas no que avançou estamos satisfeitos."
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, disse que entende que os agricultores queiram mais dinheiro, mas explicou que o governo tem limites orçamentários. Em relação à reforma agrária, ele argumenta que a inclusão dos agricultores no programa Minha Casa, Minha Vida, com subsídio de 96%, e crédito de R$ 25 mil, é um avanço em relação ao Crédito Instalação, a que os agricultores têm acesso atualmente. O programa, que deve ser substituído ainda neste ano, financia R$ 15 mil por produtor, com fator de correção pela taxa Selic. "Quanto ao crédito fundiário, propomos a criação de um grupo de trabalho, queremos discutir com os agricultores o que fazer. Se andar rápido, o que for decido até pode entrar no Plano Safra 2012/2013", completou o ministro. Pepe disse ainda que outras medidas não atendidas ontem, como a redução de juros, ainda podem vir em junho.
PRINCIPAIS AVANÇOS
R$ 22 bilhões para a política agrícola familiar;
R$ 18 bilhões serão destinados para custeio e investimento no Plano Safra 2012/2013;
Limite de crédito por agricultor passa de R$ 50 mil para R$ 80 mil;
R$ 1,2 bilhão para o Programa de Aquisição de Alimentos;
R$ 1,1 bilhão para compra de alimentos para merenda escolar;
R$ 542 milhões para assistência técnica;
Minha Casa, Minha Vida vai financiar moradia em assentamentos, com 96% de subsídio.

Fonte: Correio do Povo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *