Unidades que eram da BRF têm desempenho inferior às da Minerva

Assim que a Minerva Foods assumir as operações de bovinos da BRF, após a aprovação da aquisição pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), uma de suas principais missões será fazer com que as duas plantas adquiridas tenham um desempenho similar ao da Minerva como um todo. Hoje, as plantas têm desempenho inferior.

Em teleconferência com analistas na manhã de ontem, o diretor presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, evitou definir um prazo para que os frigoríficos comprados atinjam desempenho parecido com o de sua empresa. "Chegar nas métricas é difícil de precisar", afirmou. Apesar disso, Galletti afirmou acreditar que, com a adoção do modelo de gestão da Minerva, que tem foco em bovinos, atingir as "métricas" é um caminho natural.

No período de 12 meses encerrados em junho, a Minerva teve um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 522,4 milhões e uma margem Ebitda de 10,7%. Nesse intervalo, a receita líquida da companhia totalizou R$ 4,876 bilhões.

Para efeito de comparação, a Minerva traçou algumas hipóteses de desempenho das operações adquiridas na última sexta-feira. Caso o negócio de bovinos da BRF tivesse uma margem Ebitda de 10% nos últimos 12 meses encerrados em junho – ou seja, mais próximo do desempenho da Minerva – o Ebitda da operação no período seria de R$ 118 milhões. Com isso, o Ebitda da Minerva seria de R$ 640 milhões e o índice de alavancagem (dívida líquida sobre Ebitda) cairia das 3,31 vezes registradas pela Minerva no fim do segundo trimestre deste ano para 2,7 vezes.

A Minerva também imaginou um cenário mais otimista, no qual as unidades da BRF tivessem uma margem Ebitda de 12,5% nos 12 meses encerrados em junho. Nesse caso, as duas unidades adquiridas teriam um Ebitda de R$ 148 milhões. Com esse desempenho, o Ebitda da Minerva no mesmo intervalo seria R$ 670 milhões, enquanto que o índice de alavancagem da processadora de carnes cairia ainda mais, para 2,58 vezes.

No cenário mais pessimista, a Minerva estimou que as unidades da BRF teriam um margem Ebitda de apenas 5%, gerando Ebitda de R$ 59 milhões. Assim, o Ebitda da Minerva seria de R$ 581 milhões e o índice de alavancagem ficaria em 2,97 vezes.

Apesar das hipóteses, a Minerva não informou qual o desempenho das unidades da BRF no período, mas estimou que em 2012 o Ebitda foi de R$ 50 milhões e a receita líquida atingiu R$ 1,2 bilhão. (LHM)

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Fonte: Valor | Por De São Paulo

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