Unica pede para Dilma intervir contra ameaça protecionista dos EUA

Governo americano pede a rastreabilidade, usina por usina, do biocombustível do Brasil

por Estadão Conteúdo

Ernesto de Souza

Setor justifica que exigência de segregação de etanol por usina prejudica o investimento realizado para reduzir custo de logística (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

A presidente da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), Elizabeth Farina, pediu à presidente Dilma Rousseff que intervenha junto ao presidente norte-americano Barack Obama contra a ameaça dos Estados Unidos de pedir a rastreabilidade, usina por usina, do etanol brasileiro exportado àquele país. O pedido foi feito em conversa rápida entre as duas, após a cerimônia de inauguração do trecho de 206 quilômetros do etanolduto entre Ribeirão Preto e Paulínia, no interior paulista, nesta segunda-feira.
Após ver as barreiras tarifárias para o etanol de Brasil e Estados Unidos derrubadas em dezembro de 2011, os usineiros temem que tenha sucesso e siga adiante a recente proposta da Agência de Proteção Ambiental dos EUA de cadastro de todas as usinas exportadoras brasileiras e de que o etanol seja segregado e rastreado até aquele mercado.
"É mais sofisticado que uma taxação. Uma exigência de segregação de etanol usina por usina prejudica esse investimento (etanolduto) para reduzir custo de logística. Identificar cada uma das usinas e acompanhar o etanol até entrar nos Estados Unidos cria custos de logística e financeiro enormes, cujo único objetivo é protecionista", declarou a presidente da Única.
Elizabeth Farina relatou a jornalistas que Dilma foi "extremamente receptiva" ao problema e que prometeu levar o pleito a Obama na visita que fará aos EUA em outubro.

Fonte: Globo Rural

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