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Um novo momento para o agronegócio – por Losivanio de Lorenzi

O agronegócio brasileiro vive um momento muito importante. O anúncio do Ministério da Agricultura que mais oito Estados brasileiros serão reconhecidos nacionalmente como zona livre de febre aftosa com vacinação mostra que estamos fazendo o dever de casa quanto ao controle de enfermidades que dificultam a exportação para novos mercados. Com a inclusão de Alagoas, Ceará, Maranhão, norte do Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, mais de 205 milhões de cabeças, ou seja, aproximadamente 99% do rebanho nacional de bovinos e bubalinos estão em zonas livres da doença. Agora é só esperarmos para que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheça internacionalmente estes Estados como livre da doença, o qual deverá acontecer até meados de 2014. “Quando esses Estados forem certificados pela OIE, 78% do território nacional será reconhecido e manterá o País como o maior  exportador de carnes do mundo. Apesar de toda a importância que tem este status, mantê-lo sempre é uma preocupação, pois quem esta na vitrine pode ser apedrejado a qualquer momento. Para mantermos este nível de segurança precisamos de investimentos contínuos nos serviços sanitários. Santa Catarina se destaca dos demais Estados da federação por ser “Livre de Febre Aftosa sem Vacinação”, que foi merecedora do mercado Japonês e traz outros mercados tão exigentes quanto este para negócios no estado. Na área dos grãos, temos os preços dos mesmos mantendo uma estabilidade boa para o produtor ter a sua remuneração com margem de lucro, mantendo-se na atividade e também podendo investir nas novas tecnologias de produção. No mercado de suínos, a atividade que estava em dificuldades a muito tempo tem demonstrado uma reação neste mês, que esta trazendo a esperança de volta ao setor. Além destes aumentos, as perspectivas são de  melhores preços até ao final do ano devido ao aumento das exportações, alta do dólar e compras para estoques de final de ano. Outro fator importante foi a manutenção do plantel no campo. Precisamos ter consciência do controle de produção dentro da propriedade enquanto não temos uma garantia de lucro sobre o custo bem descrita em contrato para termos promissores lucros por longos anos na atividade. Precisamos quitar nossas dívidas e colocar as novas tecnologias na atividade para podermos suprir a falta de mão de obra e também o seu alto custo. Outro fato importante foi a aprovação do preço mínimo do suíno pela Comissão de Constituição e Justiça – CCJ, que quando aprovado trará mais segurança ao nós produtores. Para que este tenha seu objetivo proposto, o preço deverá ser estadualizado e ter como balizador os dados da Embrapa por ser especialista no assunto. “A Embrapa desenvolve tecnologias para a produção de suínos que são aceitas por produtores, agroindústrias e consumidores por terem sido testadas em campo e aprovadas por números, dessa forma, teremos toda a certeza que os números publicados com relação a custos estão dentro da realidade do Estado e o produtor precisa receber o mínimo sobre este custo. Outro fator importante é que este custo seja atualizado automaticamente conforme haja mudanças fortes nos mesmos, como foi na crise vivida no ano passado”, Portanto, todos que acreditaram que teríamos um futuro na atividade estão vivendo agora o presente que parece-me muito promissor, mas sempre mantendo a cautela para crescimento neste momento.

Losivanio de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS).

Fonte:  ACCS

Fonte: suinoculturaindustrial.com.br

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