Um fator decisivo na cultura do trigo

Escolha da cultivar pode resultar em diferença de até R$ 1,3 mil por hectare na hora da colheita

35 cultivares foram estudadas, revelando produtividades de 70 a 131 sacos por hectare.

A escolha da cultivar para o plantio do trigo pode representar diferenças de até 30 sacas por hectare na hora da colheita, equivalentes a cerca de R$ 1,3 mil pelas cotações deste semana. É o que indica o Ensaio de Cultivares em Rede (ECR) 2019 apresentado ontem pela Fundação Pró-Sementes na sede Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).

O levantamento anual encomendado pelo Sistema Farsul à fundação, agora com o apoio da Bayer, considerou lavouras experimentais com 35 cultivares nas regiões tritícolas de Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Passo Fundo, Santo Augusto, São Gabriel, São Luiz Gonzaga e Vacaria.

De acordo com a coordenadora de pesquisa da Fundação Pró-Semente, Kassiana Kehl, em 2019 o plantio do trigo foi atrasado no Estado em função da chuva, que também influenciou na colheita precoce do grão no mês de outubro. Cassiana demonstrou que nas 35 variedades testadas, a produtividade variou de 70 a 131 sacos por hectare, bem acima da média estadual da cultura, que fica próxima aos 50 sacos por hectare. Santo Augusto registrou a produtividade máxima no ensaio, atingindo a média de sete toneladas por hectare.

A agrônoma destacou que o ECR deste ano trouxe informações novas, abordando a qualidade industrial do trigo em itens como a cor da farinha e a força do glúten. "O levantamento segue uma ferramenta para que o produtor saiba o potencial tecnológico que ele tem a favor da atividade", reforçou.

Hamilton Jardim, coordenador das comissão de trigo da Farsul e presidente da Câmara Setorial Nacional do Trigo no Ministério da Agricultura considerou o momento para o trigo como bom. Também comentou que o grão brasileiro evoluiu em qualidade e que existem boas perspectivas de preço para os próximos meses. O dirigente da Farsul projetou, ainda, um aumento de área plantada na safra 2020, "para cerca de 800 mil hectares".

Segundo a Conab, em 2019 foram cultivados 735 mil hectares e colhidas 2,2 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul.

Fonte: Correio do Povo

Compartilhe!