UCS: Bagaço de uva vira despoluidor de águas

DANIELA SCHIAVO/DIVULGAÇÃO/JC

Márjore Antunes conquistou em maio o prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade

Márjore Antunes conquistou em maio o prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade

Por permitir a adesão de contaminantes à sua superfície, removendo essas impurezas da água, o bagaço de uva se transforma em um produto adsorvente. O despoluente é fruto do trabalho de Márjore Antunes, no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência dos Materiais da Universidade de Caxias do Sul (UCS), cuja dissertação de mestrado faturou o Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade, no começo de maio.
Com a orientação do professor Marcelo Giovanela, Márjore realizou seus estudos sobre o emprego dos resíduos agroindustriais como adsorventes. “Em geral, o bagaço da uva é descartado diretamente no solo dos parreirais, principalmente pelas vinícolas de pequeno porte, em vez de receber um tratamento adequado”, explica ela. Márjore utilizou o bagaço que seria depositado no solo para a despoluição da água que, mesmo com os processos convencionais de tratamento de efluentes, ainda apresenta fármacos, como o diclofenaco de sódio, substância tóxica para alguns organismos aquáticos. Na pesquisa de Márjore, o bagaço da uva é adicionado, na forma de pó, à uma amostra líquida contendo o diclofenaco, fazendo com que esse fármaco se ligue à sua superfície. Assim, o contaminante que estava na água passa a estar no sólido e pode ser facilmente removido.

Fonte: Jornal do Comércio

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