Trigo sobe em Chicago com novas estimativas do USD

Divulgadas ontem, as novas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para oferta e demanda de grãos nesta safra 2016/17 não tiveram impacto limitado sobre as cotações internacionais de soja e milho, mas abriram espaço para uma forte valorização do trigo.

Isso porque o órgão americano reduziu a estimativa para os estoques globais ao término da temporada para 248,6 milhões de toneladas, quase 5 milhões a menos que o previsto em janeiro passado, fruto de uma expressiva redução no cálculo para a produção, que passou a ser calculada em 748,2 milhões de toneladas.

Na bolsa de Chicago, os contratos futuros de segunda posição de entrega (maio) subiram 2,6%, para US$ 4,5525 o bushel; na bolsa de Kansas, onde se negocia um cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento encerrou a sessão a US$ 4,6350 por bushel, alta de 1,9% em relação à véspera. Mas, como os estoques, mesmo revisados, continuam acima do patamar do ciclo 2015/16, é difícil prever uma escalada consistente das cotações.

Na bolsa de Chicago, foi o que de mais relevante aconteceu. Soja e milho, alvos de ajustes do USDA mais modestos, recuaram, mas as variações ficaram abaixo de 1%. E os recuos observados aconteceram porque, apesar de o órgão também ter passado a prever estoques globais menores em ambos os casos, as correções efetuadas foram menores, já eram esperadas pelos analistas e não mudaram de maneira expressivo as confortáveis relações entre ofertas e demandas no mundo.

No caso do milho, o USDA reduziu sua projeção para os estoques para 217,6 milhões de toneladas, 3,4 milhões de toneladas a menos que o volume apontado no relatório divulgado no mês passado. Isso por causa de um ajuste para cima na demanda superior ao realizado para a produção. Para os estoques final mundiais de soja, o USDA reduziu sua estimativa para 80,4 milhões de toneladas, em virtude de um corte efetuado na produção, mas para um nível ainda superior ao da temporada passada.

Por Fernando Lopes, Fernanda Pressinott, Bettina Barros, Kauanna Navarro e Cleyton Vilarino | De São Paulo

Fonte : Valor

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