Transgênicos são liberados em Tocantins

O Estado de Tocantins recebeu autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para iniciar o plantio de algodão transgênico, conforme antecipou o Valor em setembro. O aval foi dado após pedido do governo do Estado e foi corroborado por um relatório favorável da estatal Embrapa.

Os produtores de Tocantins estavam proibidos de plantar algodão geneticamente modificado porque o Estado fazia parte de uma zona de exclusão para variedade geneticamente modificadas.

A regra, imposta por uma portaria, envolve toda a região Norte e áreas de diversos Estados. Mesmo com o sinal verde da CTNBio, a Embrapa ainda fará estudos para confirmar se o plantio poderá ser realizado de fato em todo o Estado de Tocantins ou apenas em parte dele. O Valor apurou que municípios mais ao norte do Estado devem continuar sem a autorização, mas que a região de fronteira com a Bahia será liberada.

Para que os produtores comecem a plantar, o Ministério da Agricultura precisa modificar o zoneamento do algodão. O governo estadual prevê que a área plantada de algodão em Tocantins passará dos 6 mil hectares na safra 2012/13 para cerca de 40 mil no ciclo 2015/16.

Segundo a Conab, o Estado produziu 18,9 mil toneladas de algodão em caroço em 2012/13. Já na safra 2013/14, a produção estava calculada em 22,7 mil toneladas antes do aval aos transgênicos.

Apesar de não existirem dados sobre o impacto do plantio da semente transgênica na próxima safra, os produtores do Estado podem optar pelo algodão para rotação de cultivo com a soja. Hoje, a produção que mais cresce em Tocantins é de soja.

© 2000 – 2013. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.
Leia mais em:

http://www.valor.com.br/agro/3364204/transgenicos-sao-liberados-em-tocantins#ixzz2mh5VNBPR

Fonte: Valor | Por Tarso Veloso | De Brasília

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *