Thiago Copetti: Frango brasileiro vai longe (literalmente)

Produtores querem passar de 37% para 45% do mercado mundial da avicultura

Marrocos, Ilhas Fiji, Paquistão, Malásia, Indonésia e Nigéria estão no foco dos exportadores de frango do Brasil, entre outras distantes nações. A estratégia de chegar a diferentes países e regiões, em qualquer continente, é uma das prioridades da União Brasileira de Avicultura (Ubabef) e pode beneficiar diretamente os avicultores gaúchos em pouco tempo.

— O Rio Grande do Sul tem fábricas habilitadas e com condições de oferecer cortes especiais. Com 18% de participação das exportações nacionais do setor, com certeza é um dos beneficiados com os mercados que estamos abrindo — garante o diretor de mercados da Ubabef, Ricardo Santin, que na sexta-feira se reuniu com o embaixador das Ilhas Fiji no Brasil, Cama Tuiquila Tuiloma.

Com a meta de ser um polo distribuidor de carne brasileiro no mercado do Pacífico, o país tem dois importadores interessados no negócio, de acordo com Santin. O projeto é buscar mercados da região que hoje compram o produto de países como Nova Zelândia e Austrália.

— Também negociamos a redução de taxas para entrar no Marrocos, onde esse tributação chega a mais de 100%, ante 15% a 30% na Europa. E nessa semana estamos recebendo uma missão da Malásia. Esperamos chegar a responder por 45% do mercado mundial do setor. Hoje, nossa participação é de 37% — diz Santin.

Entre janeiro e agosto, as exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 2,562 milhões de toneladas. Apesar da queda de 2% no volume, o ano tende a fechar em alta. No mês de agosto, as vendas para o Exterior tiveram resultado 5,1% maior em relação ao mesmo período de 2012. A projeção é alcançar o dia 31 de dezembro com 4 milhões de toneladas embarcadas, ante 3,9 milhões do ano anterior. Isso com a ajuda de muitos aviários gaúchos, que no último ano, especialmente, começaram a receber investimentos prevendo esse avanço mundial.

— Muitos produtores daqui utilizaram uma linha de crédito específica para modernização dos aviários, que eram muito antigos. Outros devem fazer esse mesmo investimento no próximo ano. Nós estamos preparados para exportar mais — assegura o diretor-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, que calcula haver em torno de 10,3 mil famílias produtoras de frango no Rio Grande do Sul.

Fonte: Zero Hora

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