Terminal ferroviário não dá conta do fluxo de caminhões em Mato Grosso

Produtores rurais temem perder contratos no exterior. Serão necessários mais dois dias para a situação se normalizar.

Um exemplo dos problemas que atrapalham a economia brasileira e encarecem a produção acontece em Mato Grosso. O terminal ferroviário não dá conta dos milhares de caminhões que tentam descarregar.

Fila a perder de vista. Mais de dois mil caminhões parados na rodovia, em um congestionamento de 80 km. Os motoristas esperam para descarregar grãos no terminal ferroviário, em Alto Araguaia, sul de Mato Grosso.

“Nem lugar para se banhar tem, fica difícil. Lugar para parar no posto não tem, tem que dormir na beira da estrada", diz o caminhoneiro Alessandro Oliveira.

São tantos caminhões que em alguns momentos o trânsito para nos dois sentidos na BR, o que aumenta o risco de acidentes. De cada dez caminhões que transportam a safra pelas rodovias de Mato Grosso, seis têm o mesmo destino: o terminal ferroviário. Depois a carga segue de trem até o porto de Santos. São 600 vagões por dia, o equivalente a 1.2 mil caminhões.

O problema é que ainda há muitas carretas na rodovia. Com a capacidade do terminal esgotada, a fila só aumenta. “Estou há uns dois, três dias para poder chegar a vez da gente", diz o caminhoneiro Sebastião Cardoso.

A América Latina Logística – empresa responsável pelo terminal – informou que além da super safra, dois grandes clientes passaram a descarregar um volume maior do que o contratado. Serão necessários mais dois dias para a situação se normalizar.

Os produtores rurais estão preocupados e temem perder contratos no exterior. “A gente vê investidores internacionais deixando de aplicar dinheiro nos nossos produtores por conta dessa dificuldade de produção e escoamento”, afirma Otávio Celidônio, Supervisor do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária.

Fonte: G1 | BOM DIA BRASIL

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