Tempestade Isaac terá efeitos distintos sobre milho e soja nos EUA

Agricultores estão nervosos com os caules do milho enfraquecidos pela seca propensos a tombar sob influência externa

por Agência Estado

Editora Globo

Tempestade Isaac pode causar fortes chuvas capazes de atrasar a colheita ou derrubar o milho

A colheita de soja no Delta do Mississippi deve paralisar à medida que a tempestade tropical Isaac se aproxima da Costa do Golfo dos Estados Unidos. No entanto, segundo analistas, a tempestade não deve ter grande impacto sobre as cotações.
O transporte de soja pelo rio Mississippi também pode ser interrompido, mas "no panorama geral, esse não é um grande fator" de influência nos preços, destacou o analista Bill Nelson, da consultoria Doane Advisory Services.
Já no Meio-Oeste, o desenvolvimento das lavouras de sojaestá adiantado demais para obter benefícios da chuva, mas não o suficiente para a tempestade atrapalhar a colheita, de acordo com Joel Burgio, meteorologista do serviço DTN Telvent.
Já no caso do milho, o fenômeno climático pode ter efeitos mistos. Para os transportadores de grãos ao longo do rio Mississippi, o Isaac pode trazer benefícios. Segundo a consultoria agrícola AgResource, fortes chuvas são necessárias para reabastecer o Mississippi. O nível das águas diminuiu devido à seca nos EUA, o que às vezes provoca atrasos no transporte do cereal.
Por outro lado, os agricultores estão cada vez mais nervosos com os caules do milho enfraquecidos pela seca, que parecem propensos a tombar sob influência externa. A tempestade Isaac pode causar fortes chuvas capazes de atrasar a colheita ou derrubar o milho.
Participantes da expedição de safra Pro Farmer Crop Tour, realizada na semana passada, já haviam alertado para esse risco nas lavouras no Meio-Oeste, mas ponderaram que o milho cultivado perto do Golfo do México já foi em grande parte colhido.
Às 15h28 desta segunda-feira (27/8), os lotes de soja para entrega em novembro caíam 16 cents (0,92%), a US$ 17,1550/bushel. O vencimento dezembro do milho recuava 7 cents (0,87%), a US$ 8,0150/bushel. 

Fonte: Globo Rural

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