TECNOLOGIA | Supersafra quebra mitos

A supersafra de soja deste ano confirmou que o resultado das lavouras é proporcional ao conhecimento semeado – e derrubou mitos de que pequenas propriedades e lavouras de novas regiões de soja têm pouca produtividade.
Com escolha de cultivares e equipamentos adequados, além de manejo correto do solo, agricultores familiares e produtores da Metade Sul provaram que é possível colher mais na mesma área.
– A maioria dos produtores gaúchos não tem mais do que 200 hectares plantados, e isso não quer dizer que suas produtividades são baixas. O que ajuda a puxar a média gaúcha para baixo é a diversidade de solos, de técnicas e de condições climáticas, e não o tamanho das propriedades – avalia Alencar Rugeri, técnico da Emater.
SEM RECEITA ÚNICA
Como não há receita única quando se fala em produtividade, a fórmula indicada por técnicos e pesquisadores para o Rio Grande do Sul chegar à média de 3,6 mil quilos por hectare é definida com uma união de processos.
Conforme Ricardo Balardin, engenheiro agrônomo e sócio fundador do Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), as estratégias passam por investimentos em tecnologia, escolha de sementes adequadas, correções de manejo, cobertura de solo e rotação de culturas.
– São ações de médio e longo prazo incorporadas ao sistema de produção, com acompanhamento técnico e consciência do produtor. Produtividade nada mais é do que detalhe, precisamos ir atrás disso – resume Balardin.
O Cesb estimula os produtores a obterem bons resultados por meio do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja. Até abril, houve alta de 35% no número de lotes com colheitas entre 80 e 110 sacas por hectare.

Fonte: Zero Hora

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