SUSTENTABILIDADE – Tendência a desastres climáticos variados se mantém em 2016

O aquecimento global continua crescendo em intensidade e causa comoção na comunidade científica

aquecimento-global-planeta-terra-sustentabilidade (Foto: Jeff Kubina/CCommons)

A temperatura da Terra é atualmente 1ºC mais alta que no começo do século XX (Foto: Jeff Kubina/CCommons)

A tendência ao aumento e à maior intensidade dos desastres relacionados com o clima que foi observada em 2015 continua neste ano, com novos recordes de temperatura máxima mensais em janeiro e fevereiro, revelou nesta segunda-feira (21/3) a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

O calor foi particularmente intenso em latitudes muito setentrionais e as concentrações dos gases causadores da mudança climática cruzaram o simbólico umbral de 400 partes por milhão nos dois primeiros meses do ano.

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Nesse mesmo período, a extensão dos gelos marítimos no Ártico foi a mais reduzida registrada por satélite, de acordo com a Nasa e a Administração Nacional do Oceano e da Atmosfera (NOAA) dos Estados Unidos.

"A temperatura da Terra é atualmente 1ºC mais alta que no começo do século XX. Estamos na metade de caminho do umbral crítico de 2ºC e é possível que os planos nacionais sobre a mudança climática não sejam suficientes para evitar um aumento de 3ºC", advertiu o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, ao oferecer estes dados.

Taalas considerou que as situações mais graves talvez possam ser evitadas ainda com medidas urgentes e de grande alcance para reduzir as emissões de dióxido de carbono.

O diretor do Programa Mundial de Pesquisas Climáticas, instância co-patrocinada pela OMM, David Carlson, garantiu que "as temperaturas surpreendentemente elevadas que são registradas até agora em 2016 estão causando comoção na comunidade científica do clima".

Já o ano 2015 fez história com temperaturas máxima sem precedentes, ondas de calor intensas, precipitações abundantes, graves secas e uma atividade excepcional dos ciclones tropicais.

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Quanto a ondas de calor, as mais graves ocorreram na Índia e Paquistão, e relacionado com isto Ásia e América do Sul tiveram o ano mais cálido já registrado, enquanto na Europa houve eventos prolongados deste tipo.

Por outro lado, as secas afetaram de maneira funesta o nordeste do Brasil, Colômbia e Venezuela, onde também prejudicaram a agricultura e os setores hídrico e energético.

Certas áreas de Caribe e América Central também foram gravemente afetadas, enquanto no sul da África foi registrada a pior seca desde o período 1932-1933.

O número de tempestades tropicais, ciclones e tufões se aproximou da média, mas vários destes fenômenos foram pouco comuns, como o furacão "Patricia", que castigou o México em outubro.

Foi o mais potente do que se têm dados na bacia do Atlântico e na bacia oriental do Pacífico Norte, com velocidades máxima de vento de 346 km/h.

Em relação com o aumento das temperatura, foram alcançados recordes tanto em nível da superfície terrestre como marinha, o que fez com que continue subindo o nível do mar e a redução dos gelos marítimos. 93% do excesso de calor no planeta fica preso nos oceanos até uma profundidade de 2.000 metros.

POR AGÊNCIA EFE

Fonte : Globo Rural

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