SUSTENTABILIDADE – Desmatamento na Amazônia Legal cresce 28,7% para 7.989 km

A taxa foi a maior dos últimos oito anos, mas o Inpe destaca que houve recuo de 74% em relação a 2004

A estimativa da taxa de desmatamento na Amazônia do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi finalizada e apontou uma taxa de 7.989 km2 de corte raso no período de agosto de 2015 a julho de 2016.

A taxa de desmatamento estimada pelo Prodes 2016 indica um aumento de 28,7%em relação a 2015, ano em que foram medidos 6.207 km2. A taxa foi a maior dos últimos oito anos, mas o Inpe observa que representa uma redução de 71% em relação à registrada em 2004, ano em que foi iniciado pelo governo federal o Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), atualmente coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

inpe-desmatamento (Foto: Inpe)(Foto: Inpe)

Em termos relativos, o Amazonas registrou maior aumento no desmatamento, com expansão de 54.4%. O corte raso passou de 712 km2 em 2015, para 1.099 km2 em 2016. Em termos absolutos o crescimento foi mais expressivo no Pará, onde o desmatamento passou de 2.153 km2 para 3.025 km2.

 

Por meio do Prodes, o Inpe realiza o monitoramento sistemático na Amazônia Legal e produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região, que são usadas pelo governo brasileiro para avaliação e estabelecimento de políticas públicas relativas ao controle do desmatamento ilegal. Os dados embasam ações como a Moratória da Soja e Termo de Ajuste de Conduta da cadeia produtiva de carne bovina, entre outras iniciativas.

O mapeamento utiliza imagens do satélite Landsat (30 metros de resolução espacial e frequência de revisita de 16 dias) ou similares, numa combinação que busca minimizar a cobertura de nuvens, para registrar e quantificar os eventos de desmatamento com áreas maiores que 6,25 hectares. Considera-se como desmatamento a remoção completa da cobertura florestal primária por corte raso, seguida ou não por ocorrência de fogo e independentemente da futura utilização destas áreas.

 

tabela-desmatamento (Foto: Inpe)(Foto: Inpe)

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

Fonte : Globo Rural

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