SUS fará pesquisa inédita

Estudo levantará as dificuldades no atendimento e o grau de satisfação dos agricultores familiares

Levantamento começa em fevereiro em 33 municípios do Estado<br /><b>Crédito: </b> ALEXANDRE MENDEZ / CP MEMÓRIA

Levantamento começa em fevereiro em 33 municípios do Estado
Crédito: ALEXANDRE MENDEZ / CP MEMÓRIA

O Estado será ponto de partida de um estudo inédito para diagnosticar o grau de satisfação dos agricultores familiares brasileiros com o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e que dificuldades eles enfrentam. Por meio da aplicação de um questionário e de oficinas pelo Interior, o levantamento pretende descobrir, por exemplo, o tempo de espera por uma consulta ou por exames. Saber quais os obstáculos de acessos e se existe atendimento domiciliar. Na primeira fase, o estudo abrangerá 33 municípios no Vale do Taquari e na Serra do Alto Taquari. Coordenado pelo Departamento de Ouvidoria Geral do Sistema Único de Saúde (Doges) do Ministério da Saúde e executado pela Contag, o projeto acontecerá em cinco estados. O país tem atualmente 4 milhões de famílias de agricultores familiares.
No Rio Grande do Sul, o piloto está previsto para iniciar em fevereiro e terá duração de 12 meses. Além de saber o que pensam os usuários, o levantamento permitirá ao agricultor conhecer melhor os seus direitos e ao governo descobrir as principais doenças que acometem esta população. "O objetivo é debater, saber onde é possível melhorar a vida do agricultor, que precisa muito do SUS", explica a coordenadora de mulheres da Fetag, Inque Schneider. Inque ressalta que a partir da pesquisa será possível também estabelecer novas prioridades. A expectativa é que haja um quadro mais claro sobre, por exemplo, a extensão de problemas como a intoxicação por agrotóxicos e o câncer de pele.
De acordo com o diretor do Doges, Luiz Bolzan, a população rural esta entre o público considerado estratégico por questões básicas como a maior dificuldade de acesso a informações pela carência de telefonia celular, de serviço de Internet, e também de acesso físico a atendimento. Bolzan lembra que, dependendo da região do país, o agricultor ou depende de transporte das prefeituras, ou não tem carro, ou mora muito longe dos postos.

Fonte:  Correio do Povo

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