Super Safra–Joana Colussi -À espera do consenso Reta final para formatar proposta de seguro agrícola com dinheiro privado

Grupo de trabalho pretende entregar o modelo até o dia 17 de outubro

A partir de agora com a participação de empresas de insumos e serviços ligadas ao setor, o grupo de trabalho incumbido da missão de construir a proposta de um seguro agrícola financiado por um fundo privado pretende ter o modelo pronto até o dia 17 de outubro. Nessa data, o formato idealizado por produtores rurais, seguradoras, governo e empresas será entregue ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que deu a tarefa de coordenar o esforço ao presidente da Associação Brasileira de Produtores de Milho (Abramilho), Alysson Paulinelli, que também ocupou a pasta, na década de 1970.

O grupo esteve reunido em São Paulo durante a quinta e a sexta-feira, sendo que apenas no segundo dia as empresas, mais resistentes à possibilidade de colocarem dinheiro no fundo, participaram das discussões.

– Não temos uma proposta fechada. Queremos trabalhar juntos e ter a experiência do setor privado para chegarmos a um esquema o mais simples possível – diz Paulinelli.

A ideia original era implementar uma gestão quadripartite para o fundo, pensado para ajudar a cobrir os prejuízos com problemas climáticos, por exemplo, solucionando um dos principais gargalos da agricultura nacional. Estima-se que apenas 14% das lavouras brasileiras tenham o benefício do seguro agrícola, enquanto nos Estados Unidos o percentual se aproxima de 90%, garantindo não apenas os custos de produção, mas a renda ao produtor.

No Brasil, o modelo atual depende de recursos oficiais, que regularmente sofrem contingenciamento. O tema é discutido há mais de uma década, sem que se chegue a um consenso. Resta esperar que, agora, a convergência esteja finalmente a caminho. Pronto para ser implementado em 2017, espera Paulinelli.

Por: Caio Cigana*

Fonte : Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *